Produtor quer novo prazo de pagamento

por admin_ideale

 


Os produtores rurais paranaenses querem novo prazo para pagar suas dívidas. Eles alegam que as negociações da MP 432 no Congresso Nacional se estenderam por um prazo além do esperado e ainda que o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 22/08 sequer foi sancionado pelo presidente da República. Segundo a Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), a renegociação da maioria das modalidades de dívidas agrícolas “ainda não foi operacionalizada nos bancos”.

A entidade enviou quarta-feira um ofício para os Ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento, Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados (CAPADR), solicitando que o Conselho Monetário Nacional (CMN) edite novas resoluções mudando a data de vencimento das dívidas rurais.

Segundo o presidente da Faep, Ágide Meneguette, “é preciso que o governo altere a data de vencimento dos programas de investimentos de outubro para 1 de novembro, mantendo 30 de setembro como data limite o prazo para o produtor aderir à renegociação”.

Para Meneguette, esse prazo é necessário para que os bancos efetuem a análise dos pedidos de repactuação das dívidas e informem aos produtores sobre o valor ajustado da parcela.

Para a FAEP também é necessário que o Conselho Monetário Nacional (CMN) passe para 31 de dezembro de 2008 o pagamento da parcela das operações ao amparo dos programas de Securitização, Programa Especial de Saneamento (Pesa), Funcafé, Dação em Pagamento e Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção (Recoop) que vencem em 1 de outubro.

“Este novo prazo é fundamental para que os agentes financeiros possam organizar os programas e, com isso, tenham ajustado, até o final do ano, os valores de renegociação ou quitação antecipada”, afirmou Meneguette.

Com os prazos atuais, restarão menos de vinte dias para divulgar o teor do PLV aprovado em 22 de agosto para que os produtores possam aderir às renegociações de dívidas. O prazo será ainda menor para que os bancos se adaptem aos programas para realizar a quitação antecipada ou renegociação dos contratos. “Além disso, setembro é o mês de maior concentração da análise de crédito rural pelos bancos que operam o crédito rural. Ocorre também nesse período a liberação dos recursos de custeio da safra de verão”, concluiu o presidente da .Faep.

A dívida agrícola que foi renegociada com entidades de classe e a bancada ruralista da Câmara dos Deputados alcançava R$ 85 bilhões. Sem a definição do governo os produtores não têm acesso ao crédito rural.


 


Gazeta Mercantil

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