Pesquisador da Ceplac melhora o controle da broca da graviola

por admin_ideale

 


O pesquisador da Ceplac José Inácio Lacerda Moura, lotado na Estação Experimental Lemos Maia, em Una, a 548 quilômetros de Salvador, concluiu estudos para o controle químico da broca-do-coleto ou broca-do-tronco que ataca as plantações comerciais de graviola no sul da Bahia e nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A nova praga é causada pelo inseto Heilipus catagraphus Germar (curculionídeo), de cor preta com duas faixas laterais de cor amarela e formato irregular em toda extensão do corpo e que na fase adulta chega a medir dois centímetros.


Na pesquisa, Jose Inácio Moura descobriu que na Região Cacaueira não é incomum o produtor confundir a morte causada por esta praga com fusarium. “Assim, recomenda-se observar se na base do coleto há a existência de sintomas semelhantes”, recomenda, explicando que os danos na gravioleira são causados pela larva de coloração branca, que constrói galerias sob a casca na região do coleto causando, na maioria das vezes, a morte da planta.

“Em gravioleiras adultas, às vezes a larva não mata a planta em razão da área diametral do coleto. Porém, reduz a produtividade pela interrupção da seiva”, acrescenta o pesquisador da Ceplac que recomenda medidas de controle e fiscalização do pomar. Os controles são manual do inseto H catagraphus que emergem das plantas, entre setembro e janeiro; cultural, com a retirada e queima de gravioleiras mortas; e químico, com a utilização de mistura de óleo de dendê e o inseticida clorpirifós a 3%, jamais se deve usar óleo mineral por ser tóxico para a planta.

As conclusões da pesquisa desenvolvida por Jose Inácio Lacerda Moura estão em artigo técnico que publica na seção Radar Técnico, na página oficial da Ceplac, que contém a identificação do problema, descrição do inseto e fotografias, danos, medidas de controle e etapas para controle químico, inclusive sobre dosagens e formas de aplicação da mistura. O trabalho também contém alerta sobre a substância Clorpirifós, que ainda não está registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para controle da broca-do-coleto, daí a recomendação para que o agricultor busque orientação de um engenheiro agrônomo para melhor orientação.

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