Técnico da Ceplac defende um conjunto de ações estratégicas

por admin_ideale

 


“É natural que uma empresa com mais de meio século tenha que repensar suas diretrizes, estratégias, metas e projetos e a Ceplac precisa voltar a assegurar ao Brasil os primeiros lugares na produção mundial de cacau”. A análise está contida em artigo elaborado pelo economista Antonio Cesar Costa Zugaib, que ocupa a chefia da Divisão de Planejamento e Ações Estratégicas da Ceplac e está sendo publicado na página da instituição na internet para reflexão sobre o papel do órgão e os desafios para o futuro.


Na abertura do documento, disponibilizado aos produtores de cacau, pesquisadores e técnicos da Ceplac e do próprio governo, Zugaib afirma que ao longo dos seus 51 anos, a Ceplac foi posta em cheque em várias oportunidades e sempre surpreendeu seus avaliadores, “quando se dão conta que existe conhecimento de valor na Ceplac e nos ceplaqueanos”, diz. “As surpresas acontecem em todos os setores: a começar pela cultura principal que sustenta a instituição que é o cacau, uma cultura implantada dentro de princípios da sustentabilidade e eco eficiência da produção agropecuária”, sintetiza.

O economista lembra que as surpresas em relação à Ceplac alcançam até o Tribunal de Contas da União (TCU) pela metodologia que emprega em sua auto-avaliação com indicadores de eficácia, eficiência e efetividade e que está sendo implantada, recentemente, pela coordenação de Planejamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Zugaib mantêm a opinião de que existem temas palpitantes e atuais que precisam ser discutidos para a melhoria do posicionamento estratégico da Ceplac e dos produtores de cacau do País.

Em relação aos produtores rurais, a clientela de serviços da instituição, enfatiza que devem perseguir cacau de melhor qualidade, com conservação, valoração e uso eficiente dos recursos naturais e da biodiversidade para a busca de novos nichos de mercado em consonância com a tecnologia que orienta. “Ampliar a atuação em redes para aumentar sinergia, capacidade, velocidade de inovação e transferência de tecnologia é muito importante. Para isso, temos que estar sintonizados com temas atuais e programas de excelência como indicação geográfica, sistemas agropecuários de produção integrada para exportação, dentre outros”, sustenta.


Além disso, o estudo sugere que novas oportunidades devem ser perseguidas com pesquisa, desenvolvimento e inovação como balanço de carbono, com determinação de linha de base para emissão de diversos sistemas agrossilvoculturais visando projetos de complementação de renda dos produtores. Para se contrapor aos altos preços dos insumos agropecuários, o economista Antonio Zugaib defende a intensificação de pesquisas para redução da dependência e aproveitamento de resíduos na preservação dos solos, melhoria da qualidade dos alimentos e redução de custos de fatores de produção.

“A informação tecnológica e a proteção no âmbito da propriedade intelectual tornou-se obrigatória e de grande relevância para o mundo. Criar um escritório de proteção do conhecimento para disseminar e introduzir a cultura da propriedade intelectual como fator de inteligência competitiva é de importância extrema para busca da excelência da Ceplac”, afirma Zugaib, em outro trecho do estudo. E completa: “As preocupações das instituições passam a ser, além de questões quantitativas, como aumento da produção e produtividade, questões qualitativas, como qualidade e sustentabilidade de produtos alimentares como o cacau”.

Ainda no estudo, o economista defende a criação interna de ambiente cooperativo e de livre circulação de idéias, e isto, segundo realça, passa pela reestruturação da organização e gestão da Ceplac, para conferir-lhe agilidade e flexibilidade administrativa, financeira e negocial, com autonomia para a associação com o setor estatal e empresarial, no País e no exterior, em busca de parcerias. Para consolidação de todas as oportunidades sugeridas no trabalho, Zugaib diz que é preciso vencer dificuldades como contingenciamento de recursos públicos, contratação de pessoal para pesquisa e extensão, restrições legais e até evasão de talentos.

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