Funcionários da Ceplac iniciam treinamento de pessoal da EBDA

por admin_ideale

 


“É preciso que os produtores de cacau, que são os principais agentes econômicos do Sul da Bahia, se animem, ousem e se integrem às ações com do PAC do Cacau, elaboradas pelos governos federal e estadual, para que se destrave o crescimento desta região”. A recomendação foi feita hoje, 25, durante a solenidade de abertura do Curso sobre Tecnologia de Produção de Cacau, no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau da Ceplac, para 40 técnicos recém contratados pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).


Até sexta-feira pesquisadores e técnicos do Centro de Extensão da Ceplac (Ceplac/Cenex) e do Centro de Pesquisas do Cacau (Ceplac/Cepec) ministrarão palestras no Centro de Treinamento. Também estão programadas visitas ao Instituto Biofábrica de Cacau, em Ilhéus, para conhecimento do processo produtivo de mudas clonais de cacau, fruteiras e essências florestais, e ao laboratório de micropropagação; à Fazenda Copa Setenta, em Ibirapitanga, para vê resultados das técnicas de implantação e manejo de cacaueiros clonados em áreas comerciais e ao Centro de Desenvolvimento e Capacitação Tecnológica e laboratórios do Cepec.


No discurso, o secretário Geraldo Simões destacou que a agropecuária tem importância na composição da pauta estadual de exportações e do Produto Interno Bruto (PIB). Disse também que o soerguimento da lavoura do cacau terá peso significativo na pauta. “Quero dizer ainda que a EBDA terá ação complementar à Ceplac que é, reconhecidamente, um órgão de excelência e que também deve se aproveitar das oportunidades  geradas com o PAC do Cacau para garantir assistência técnica e extensão rural ao agricultor, que tem de ser convencido a retomar sua atividade”, destacou o secretário, reafirmando que tanto o presidente Lula quanto o governador Wagner admitiram que o programa não é definitivo e pode passar por ajustes.



O superintendente da Ceplac para Bahia, Geraldo Dantas Landim, lembrou que a instituição tem repassado informações tecnológicas aos produtores através de cursos oferecidos à iniciativa privada e órgãos de governo como o Incaper, do Espírito Santo, e EBDA. “Com a tecnologia adequada temos oportunidade de executar o Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado Bahia (PAC do Cacau), que prevê R$ 2,4 bilhões em investimentos em oito anos, com recursos para refinanciar a dívida dos produtores e implantar novas áreas”, disse.



O chefe do Cenex, Cloildo Guanaes, fez a palestra de abertura sobre o tema “O papel do agente de assistência técnica e extensão rural”. Dentre os assuntos a serem abordados no curso estão ecofisiologia do cacaueiro, melhoramento genético do cacaueiro para resistência à vassoura-de-bruxa, prática de enxertia, manejo e conservação de solos e indução de resistência do cacaueiro. Entre os expositores estão Deraldo Ramos Vieira, Givaldo Rocha Niella, José Raimundo Bonadie Marques, Raul Valle, Valter Batista Maia, José Herbert Ferreira Santos, Josias Silva Macedo e Milton José da Conceição, dentre outros pesquisadores e extensionistas do Cenex e do Cepec.

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