A qualificação do agricultor que produz erva-mate para ampliar o rendimento é a estratégia de entidades representativas do setor para que o Estado recupere espaço no mercado. A intenção é garantir capacitação para a poda, principal técnica para obter qualidade e quantidade de erva. Outro ponto é o método para tirar as folhas e levá-las à indústria. “Temos deficiências técnicas no setor e o problema pode ser solucionado pela Emater, com quem negociamos parceria”, revela o presidente da Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho (Apromate), Altair Ruffato.
A expectativa é que, com profissional especializado, se consiga diagnosticar o que precisa ser melhorado na poda e se incentive o produtor a tirar ele mesmo a erva-mate. “Contratações de serviços terceirizados consomem 30% do lucro. Se o agricultor tirar só com a família, reduz até mesmo as críticas à forma de trabalho e suposta exploração de mão-de-obra”, analisa. Existe, no município, trabalho de plantio que mescla cultivo de erva-mate com floresta. A produtividade nos cem hectares que participam do projeto Agroflorestal supera as mil arrobas por hectare. A Emater prospecta produtores que queiram fazer parte do programa para reativar a cadeia produtiva do setor ervateiro. Nove prefeituras e o Sindimate tiveram encontro com o órgão estatal, que será o responsável pelo gerenciamento, para tratar do assunto. Conforme o gerente da Emater regional de Estrela, Álvaro Malmann, os profissionais contratados para lidar com a erva-mate seriam custeados pelas prefeituras e pelo Sindimate. “Há problemas desde a coleta de semente até a industrialização.”
Correio do Povo

