Os contratos futuros do café registraram ontem a primeira queda de preço nesta semana em Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a inversão de tendência se deve à percepção de que o Brasil – o maior produtor de café do mundo – deverá colher uma safra recorde antes da chegada ao mercado de grãos da América Central. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deverá produzir 5,1 milhões de sacas na safra que termina em outubro, 36% mais que no ano anterior. “Temos uma safra gigantesca a caminho”, diz Raymond Keane, da Balzac Bros. & Co. Em Nova York, papéis para dezembro fecharam a US$ 1,3945 por libra-peso, queda de 190 pontos. No mercado interno, a saca de café recuou 1,76%, para R$ 244,31, segundo o Cepea/Esalq.
Valor Econômico

