Técnicos do Incaper participam de Curso de Produção de Cacau em Agroecosistemas na Bahia

por admin_ideale

 


Cerca de 20 técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participam, até sexta-feira (25), na sede da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Itabuna, na Bahia, do Curso de Produção de Cacau em Agroecosistemas. A instituição é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e atua em seis estados brasileiros: Bahia, Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.


O curso tem o objetivo de capacitar os profissionais do Incaper na cacauicultura para atuarem, juntamente com a Ceplac, na assistência técnica e na pesquisa no Espírito Santo. Alguns técnicos já atuam na assistência técnica em cacau e outros, a partir do encontro, passarão a atuar nessa área nas regiões em que já prestam o serviço de extensão rural.


De acordo com o chefe do Centro de Extensão da Ceplac Bahia, Cloildo Guanaes, “o extensionista deve se preocupar em transmitir com fidelidade o que aprendeu sem desmerecer o conhecimento popular do agricultor, adquirido de antepassados durante sua vida”.


O superintendente da Ceplac para a Bahia, Geraldo Dantas Landim, destacou a preocupação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com a implantação do Sistema de Indicação Geográfica para o setor cacaueiro, uma forma eficiente de agregar valor à produção. Além disso, esclareceu que a fixação do padrão de cacau pode significar preços mais remunerativos ao agricultor, que precisará apenas se adequar às exigências do mercado.


O assessor técnico da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca do Espírito Santo, Ricardo Santos, lembrou que o curso é seqüência de 2006, quando 18 funcionários do Incaper foram treinados pela Ceplac. “Esta atividade é o fortalecimento institucional do convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Ceplac, com o apoio dos produtores, em reposta à ameaça que representa a vassoura-de-bruxa”, declarou.


O diretor-presidente do Incaper, Gilmar Gusmão Dadalto, e o coordenador de Sistemas Agroflorestais do Incaper, Pedro Arlindo Galvêas, reforçam que os sistemas de produção de cacau na Bahia e Espírito Santo têm em comum a preservação de áreas da Mata Atlântica. “No caso capixaba trabalhamos para reforçar a pesquisa, assistência técnica e extensão rural em um programa que inclui o melhoramento genético, definição de marco regulatório e avanços na fixação de áreas de preservação permanente. Também atuamos para implantação de unidade tecnológica e certificação de cacau de origem como Cacau Floresta do Rio Doce”, assinalou.


Na abertura do curso, nesta segunda-feira (21), o diretor Gilmar Dadalto presenteou a direção da Ceplac na Bahia, o Centro de Pesquisas do Cacau (Ceplac/Cepec) e o Centro de Extensão da Ceplac (Ceplac/Cenex) com exemplares de livros comemorativos dos 50 anos do Incaper: “Café Conilon”, de Romário Gava Ferrão, Aymberé Francisco Almeida da Fonseca, Scheila Maria Bragança, Maria Amélia Gava Ferrão e Lucio Herzog De Müner; e “Incaper 50 anos”, organização de Levy Heleno Fasso e Lúcio Lívio Fróes de Castro, recebendo em retribuição “Ciência, Tecnologia e Manejo do Cacaueiro”, obra organizada pelo pesquisador Raul Vale, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).


Assistência aos produtores


Um convênio, firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag) e a Ceplac, aumentou o acompanhamento técnico especializado à cacauicultura do Espírito Santo.


Tradicionalmente, a Ceplac tem exclusividade no País na assistência técnica e na pesquisa em cacau. Mas, para ampliar a sua equipe técnica, foi firmada uma parceria com o Incaper, por meio de um instrumento de cooperação, quando o Instituto passou a apoiar fortemente as ações de assistência técnica aos produtores capixabas de cacau e, ainda, incentivar pesquisas.


 A partir dele, o Incaper passou a assistir tecnicamente os produtores familiares que investem na atividade. O órgão disponibiliza dois técnicos extensionistas e dois pesquisadores para a Ceplac, que atuam inclusive contribuindo no levantamento do índice de vassoura-de-bruxa, a principal doença do cacaueiro no País.


O cacau no Espírito Santo


A cultura do cacau no Estado ocupou em 2006 uma área de 21,6 mil hectares, com uma produção estimada em 9,4 mil toneladas, que foram cultivados em mais de 680 propriedades rurais. A produção tem inserido anualmente na economia cerca de R$ 32,4 milhões e gerado cinco mil empregos diretos.


Os principais municípios produtores do Estado em 2006 foram Linhares, Água Doce do Norte, Nova Venécia, São Gabriel Palha, Colatina, Marilândia, Pancas, Conceição da Barra, São Mateus, Aracruz, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Rio Bananal, Itaguaçu, Itarana, São Roque do Canaã, Alfredo Chaves, Anchieta, Guarapari e Iconha. Linhares responde por mais de 90% da produção. Das 9,4 mil toneladas produzidas, 8,5 mil são provenientes deste município.

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