Janete de Sá (PTB), Wanildo Sarnáglia (PTdoB), Atayde Armani (D25), Dary Pagung (PRP), Vandinho Leite (PR) e Robson Vaillant (D25) são os parlamentares que vão conduzir os trabalhos da recém criada CPI dos Agrotóxicos. O anúncio final dos membros da CPI foi feito nesta quarta-feira (9), durante a leitura do Expediente da 63ª sessão ordinária.
Os trabalhos acontecerão todas as terças-feiras, às 10 horas, no Plenário “Dirceu Cardoso”. Quem preside as reuniões é a deputada Janete de Sá (foto), proponente da CPI. Já Wanildo Sarnáglia será o vice-presidente e o democrata Atayde Armani o relator. Dary Pagung e Vandinho Leite são membros efetivos e Robson Vaillant, suplente.
A criação da CPI foi aprovada em 16 de junho e a Comissão Parlamentar de Inquérito vai apurar possíveis irregularidades com danos à vida humana e ao meio ambiente em face do uso de produtos agrotóxicos comercializados por empresas privadas instaladas no Estado do Espírito Santo. A CPI terá 90 dias para apurar as supostas irregularidades.
Como a CPI foi criada
A autora do pleito baseou-se em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que informam ser o Espírito Santo o estado que mais vende herbicidas por hectare e o segundo em venda de agrotóxicos em todo o País.
Nesse sentido, a deputada Janete de Sá alega que “o uso exagerado de agrotóxicos na agricultura de todo o País é fato conhecido, público e notório. Os meios de comunicação são incisivos ao propagar diversas situações de infração às normas legais de utilização desses produtos, mormente quando há autuação por parte dos órgãos fiscalizadores”.
Ela ainda disse que “importa salientar que o Estado não é produtor desses produtos. Todos são produzidos nos demais estados do Sudeste e Sul do Brasil. Assusta-nos o fato de que São Paulo, maior produtor, não seja o que mais venda herbicida e seja seguido na liderança da venda de agrotóxicos pelo Espírito Santo, que é caracterizado pela agricultura familiar de subsistência. A instalação da CPI é de suma importância para o esclarecimento da questão e servirá de ponto de apoio para que o Governo”, justificou.

