Estiagem não reduz a produção de café no Estado

por admin_ideale

 


O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou nesta terça-feira (08) a Resenha de Conjuntura sobre a Produção Agrícola no Espírito Santo. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a estiagem de 2007 não deverá implicar em quebra de safra na produção de café. O segundo trimestre de 2008 é o período de colheita do café.


Até o fechamento do levantamento, em junho, estima-se que já tenham sido colhidos 90% do café Conilon e 40% do café arábica. A preocupação com a queda de produção em função da estiagem prolongada ocorrida principalmente no Norte do Estado em 2007 parece não se confirmar.


O IJSN explica que na verdade houve uma inversão de expectativa sobre a safra: ao invés da queda de 3% prevista no prognóstico de 2008, espera-se que a produção no mínimo se mantenha no mesmo nível de 2007 (a maior dos últimos seis anos), com um pequeno acréscimo de 0,7%. Isso se dá pela bianualidade positiva do café arábica e dos ganhos de produtividade do café Conilon.


Embora os efeitos da estiagem de 2007 ainda não possam ser claramente dimensionados, calcula-se que o crescimento das lavouras de Conilon com um menor custo de produção, a utilização de variedades mais produtivas e os plantios adensados devem compensar o menor peso dos grãos causado pela estiagem.


Outros dois fatores aliam-se a este: as lavouras de café Conilon que se concentram no Norte do Estado e que recebem algum tipo de irrigação. Outro fator é que mesmo em plena safra os preços de comercialização do produto não apresentam sinal de queda. Levando-se em conta que os estoques mundiais de café não se encontram nos níveis que possam influenciar o mercado, a única ameaça que se apresenta para a atividade é a alta de preço dos adubos.


Quanto à produção de grãos, como arroz, feijão e milho – estes vêm perdendo expressividade no Estado. Trata-se de culturas rápidas e de baixo custo com dificuldades para obtenção de sementes de qualidade.


Há ainda na fruticultura, lavouras como as de laranja, maracujá e goiaba que se caracterizam por apresentarem um período de “pico” (um ou dois anos), para depois entrarem em declínio. As doenças acabam por contaminar o solo, o que exige constante rotação de culturas.


Por fim, destaca-se a expansão de 5% das florestas plantadas, mantendo-se, neste caso, a mesma previsão do levantamento anterior. Essa alta sugere o aumento da oferta de madeira para as indústrias locais nos próximos anos.

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