PAC do Cacau é avaliado e agenda de eventos é definida

por admin_ideale

 


A realização de campanha publicitária para orientar o produtor sobre as principais medidas do PAC do Cacau, que prevê investimentos de R$ 2,2 bilhões, em oito anos, pelos governos federal e estadual, foi uma das ações autorizadas pelo seu coordenador, o secretário de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Geraldo Simões. Ele se reuniu na manhã de hoje, 30, na sede da Superintendência da Ceplac para a Bahia, com os principais articuladores do programa lançado, em Ilhéus, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Jaques Wagner, no dia 9 de maio.


 


“Este encontro da Seagri, EBDA, Instituto Biofábrica de Cacau e Ceplac é para se entrar em campo, conversar com o produtor e convidá-lo a ir ao banco renegociar sua dívida”, afirmou Geraldo Simões, esclarecendo que, quem nada deve, precisa buscar recurso novo para cuidar do cacau e diversificar a economia. “O Sul da Bahia tem R$ 2,2 bilhões para retomar atividades produtivas, gerar emprego e distribuir renda. São recursos como esta região jamais viu, com juros baixos e que precisa chegar às propriedades”, declarou o secretário.


 


No encontro ficou também definido que ainda este mês será lançado o Programa de Industrialização do Chocolate em Pequena Escala, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a quem caberá a produção de protótipo de uma máquina processadora, já que a Ceplac se encarregou de manter uma unidade incubadora para produção de líquor visando sua comercialização pelo produtor. Pelo programa serão implantadas 20 pequenas unidades, como uma das ações do Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado da Bahia (PAC do Cacau).   


 


O diretor-geral da Seagri, Itazil Benício dos Santos, disse que o secretário Geraldo Simões convocou a reunião para um balanço das atividades do nos primeiros 50 dias de vigência do PAC do Cacau. Num primeiro momento se avaliou a questão do endividamento com os bancos, já que algumas emendas estão sendo colocadas junto à relatoria da MP nº 432, para melhorar o programa. 


 


Em relação às ações paralelas, se estabeleceu um cronograma de eventos, como lançamento de subprogramas de industrialização, certificação, revitalização de 20 mil hectares de cacau da agricultura familiar, sendo dois mil de cacau orgânico. Ainda se fechou que a produção e distribuição de mudas de cacau, seringueira e fruteiras ficarão a cargo da Biofábrica, braço operacional da Seagri, enquanto sementes e mudas de dendê ficarão sob a responsabilidade da Ceplac. A distribuição de mudas e sementes será sob orientação da assistência técnica para melhor aproveitamento dos insumos, das áreas e maior retorno ao agricultor.


 


O diretor Itazil Benicio dos Santos informou que a Seagri tem previsão de arcar com os custos da certificação do cacau da agricultura familiar pelo Instituto de Biodinâmica (IBD) pelo alto custo que envolve. “A certificação será mais um ponto a agregar valor pelo preço diferenciado no mercado internacional”, disse. Participaram do encontro pela Ceplac: Gustavo Moura, diretor-geral; Geraldo Landim, superintendente; chefe do Cenex, Cloildo Guanaes; e do Planejamento, Antonio Cézar Zugaib; Seagri: Hermínio Maia Rocha, assessor; EBDA João Aurélio Soares Viana, chefe de Gabinete, e Franklim Passos; e Instituto Biofábrica de Cacau: Moacir Smith Lima.

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