O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) recebeu esta semana uma missão do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Os representantes do Banco vieram ao Estado para realizar uma supervisão dos trabalhos do ‘Crédito Fundiário’, que é administrado pela Unidade Técnica Estadual (UTE), sob a responsabilidade do Idaf.
O ‘Crédito Fundiário’ é um projeto do Governo Federal que possibilita o acesso do agricultor familiar às linhas de financiamento para aquisição de terras. A UTE é quem realiza a intermediação do repasse dos recursos do Governo Federal para os produtores rurais. O BIRD é o financiador do Programa de Combate à Pobreza Rural, uma das ações do ‘Crédito Fundiário’.
Os representantes do BIRD, Jorge Munoz e João Barbosa, visitaram nesta quinta-feira (19) duas associações contempladas pelo Programa, em Viana e em Santa Leopoldina. Na ocasião foi verificada a documentação das terras e as condições de vida dos beneficiados. O objetivo foi analisar se os recursos e os procedimentos estão sendo executados corretamente e se houve mudanças na qualidade de vida dos produtores.
“A nossa missão é acompanhar como estão sendo feitos os trabalhos. Para isso, conversamos com os trabalhadores rurais e averiguamos o andamento das atividades e o cotidiano dos mesmos no campo. Após avaliação rigorosa temos percebido que no Brasil, a aplicação dos recursos tem sido positiva e satisfatória. E, quando percebemos a mudança provocada na vida das pessoas, é muito gratificante”, afirma Jorge Munoz.
A visita foi acompanhada pelo coordenador do ‘Crédito Fundiário’ no Espírito Santo, Marcelo Moreira Dias Duarte e pelo diretor de reforma agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes), Roberto Carlos Keffer. A Fetaes é responsável, dentro do Programa, pela organização e mobilização dos trabalhadores para o recebimento do crédito, além da divulgação.
Receberam os representantes do Banco, a Associação Agrícola do Espírito Santo, em Viana, e a Associação Luxemburgo, em Santa Leopoldina. Nesta sexta-feira (20) os trabalhos continuam em andamento com reuniões na sede da UTE.
Associação Agrícola do Espírito Santo
A Associação Agrícola do Espírito Santo é formada por Lili Rosa Alvarintho e familiares. Ao todo, moram no sítio 12 pessoas que vivem da agricultura. Dona Lili conseguiu o financiamento pelo ‘Crédito Fundiário’ há três anos e desde então é dona da terra em que trabalha.
“Antes eu arrendava um terreno para produzir, mas eu sempre quis ter o meu sítio, e ser a patroa”, afirma Lili Rosa. Na terra são produzidos couve, cebola, banana, mexerica, mamão, goiaba, aipim, banana, café, dentre outros produtos. Além disso, Dona Lili mantém uma pequena criação de suínos, caprinos e bovinos.
Com os recursos recebidos do Subprojeto de Investimento Comunitário (SIC) – que faz parte do Programa de Combate à Pobreza Rural, Lili Rosa já realizou investimentos como uma horta orgânica e um aviário.

