Seminário na Ceplac previne contra a monília no cacaueiro

por admin_ideale

 


Com o objetivo de estruturar e planejar ações pro-ativas para evitar ataque da monília aos cacauais da região sul do Estado, a Ceplac, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizaram, na manhã desta segunda-feira, 9, o  Seminário Monilíase do Cacaueiro.


 


O evento reuniu pesquisadores, agrônomos e extensionistas das instituições envolvidas no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau (Ceplac/Cepec), contando com a presença dos dirigentes da Ceplac na Bahia Geraldo Landim, superintendente, Cloildo Guanaes (Cenex) e Jonas de Souza (Cepec) e do gerente regional da Adab, em Itabuna, João Carlos Oliveira.


 


O gerente da Adab afirmou que ainda não há registro da doença no Brasil, entretanto, já se sabe que há focos no alto Amazonas, a 200 quilômetros da fronteira com o Peru. “Todas as ações, que se iniciam com este seminário, visam esclarecer o produtor, principalmente nestes tempos de globalização. Estamos fazendo um alerta vigoroso, porque é uma doença que avança na América Latina”, disse, acrescentando que a capacitação é para que os extensionistas desenvolvam ações junto aos cacauicultores.


 


PAC DO CACAU


 


Oliveira se mostrou especialmente preocupado com a retomada de projetos na cacauicultura baiana, depois do lançamento do PAC do Cacau pelo presidente Lula e o governador Jaques Wagner, no inicio de maio, em Ilhéus. “Há projetos de pesquisa e clonagem de cacaueiros, dois fortes motivos para que se desenvolvam ações preventivas”, enfatizou. A monilia já atingiu países como Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Peru, Honduras e Belize, com perdas de até 100%.


 


O chefe de Planejamento da Ceplac, Antonio Zugaib, fez palestra sobre “A Importância Econômica do Cacaueiro e Riscos e Danos da Monilíase”, enquanto os pesquisadores da Ceplac/Cepec Luis Cordeiro e João Louis Pereira, enfocaram “Sintomatologia da Doença” e “Epidemiologia”, respectivamente. Ao final do seminário, a Adab apresentou Projeto de Prevenção e Controle da Monilíase, que havia sido lançado durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, no primeiro domingo de junho, em Itamarajú, no Extremo-Sul baiano.


 


Pelo projeto serão promovidas ações integradas entre órgãos de pesquisa, assistência técnica e defesa vegetal, como afirmou, na oportunidade, o secretário de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Geraldo Simões, também preocupado com o avanço da moníolia na América Latina e o risco iminente de sua introdução na Bahia. Para ele é fundamental que o Governo do Estado esteja em alerta para preservar a lavoura cacaueira, principalmente depois do PAC do Cacau.


 


A Adab, segundo João Carlos Oliveira, vai intensificar a fiscalização agropecuária nas áreas de divisa do estado para controlar a entrada das sementes de pupunha (palmito) oriundas de áreas de risco. Também serão identificados canais de comercialização e rotas de risco entre a região Norte do Brasil e demais estados produtores e processadores do cacau. Está prevista ainda a elaboração de medidas legislativas para disciplinar o trânsito e quarentena de material vegetal e até de pessoas provenientes dessas áreas, se necessário.

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