Além da oferta do Paraná, estado que tradicionalmente inicia a colheita de café arábica, em maio os primeiros lotes da Zona da Mata mineira também começaram a ser disponibilizados ao mercado, de acordo com a divulgação da análise mensal do Cepea.
No Cerrado e no Sul de Minas e Mogiana Paulista, grandes regiões produtoras da variedade, a colheita está apenas iniciando, tendo em vista que a primeira florada foi tardia (final de outubro/2007).
Na região de Garça (SP), agentes locais consultados pelo Cepea estimavam que, até o final de maio, cerca de metade dos produtores havia iniciado as atividades de campo.
A colheita de arábica deve ganhar ritmo em junho/julho, favorecida pela previsão de tempo seco. Neste período, volumes elevados de chuva comprometeriam a qualidade do café – a umidade pode fermentar os grãos estendidos em terreiros para a secagem. Para os grãos ainda em maturação, porém, persiste o receio de que o frio traga prejuízos.
Caso sejam colhidas 45,54 milhões de sacas previstas pela Conab em 8 de maio, a produção brasileira será suficiente para atender às demandas interna e externa, mas sem gerar grande excedente. Isso porque o consumo doméstico está previsto para aumentar 1 milhão de sacas, totalizando 18,5 milhões de sacas, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Os embarques brasileiros de café, por sua vez, deverão se manter entre 27 e 28 milhões de sacas, conforme projeção do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgada no início deste ano.

