Velho café, novos desafios Em 24 de maio comemoramos o Dia Nacional do Café. Com 281 anos no Brasil, desde a introdução no Pará, o café contribuiu decisivamente para a nossa formação econômica e social. Atualmente, o Brasil encontra-se bem diversificado economicamente, mas a cafeicultura continua com a sua expressão, principalmente pelo número de brasileiros que vivem a partir desse negócio. Vale lembrar que foram os árabes, no século VIII, que iniciaram o consumo de café, para uso medicinal. No século XV o café começou a ser consumido de forma semelhante à bebida atual , no Oriente Médio. A Europa se rendeu ao aroma do café somente no século XVII. Daí em diante a bebida difundiu-se por quase todas as regiões do mundo, sendo que os EUA ainda são os maiores consumidores de um mercado mundial que movimenta 100 bilhões de dólares. Nos últimos anos, esse mercado tem crescido a partir da melhoria da qualidade da bebida, de novas preparações e de novos usos na medicina e na gastronomia. Segundo a InterSciense, 91% dos brasileiros acima de 15 anos declararam consumir café, em 2007. O consumo nacional cresceu 24,8%, desde 2003. A tendência é que o consumo de café passe, definitivamente, de um hábito cotidiano da população para uma atividade relacionada ao prazer e à descontração. E são muitas as novidades, nos últimos tempos. Cafeterias investem tanto nas formas mais tradicionais da bebida, quanto em novos produtos. Há ótimos drinques, alcoólicos ou não, sobremesas e até pratos salgados, tendo como ingrediente principal o café. O Ice Coffee (café com leite gelado) e o sorvete de café com leite condensado são casos de sucesso. No ano passado, a Noruega lançou o Coffee Slender, que se mostrou eficiente para a perda de peso. O Coffee-Mate, que associa sabores de café e ervas, também já chegou ao Brasil. O café pronto para beber em lata predomina nos lares do Japão. Em Londres, há até sabonete a partir de café. Mas, apesar de todos os avanços nos últimos séculos, temos muitos desafios a superar no agronegócio café. Avançar na promoção e marketing para conquista de mercados emergentes, como o chinês; ampliar investimentos em ciência e tecnologia para melhorar a qualidade do produto agrícola e reduzir os impactos ambientais; e acelerar o desenvolvimento tecnológico de novos produtos e máquinas domésticas, são alguns exemplos. A partir da diversificação das formas e hábitos de consumo, todos ganham: cafeicultores, industriais e consumidores. Muitas novidades surgirão nas próximas décadas. Mas, a sensação, o prazer de se tomar um bom café, terá lugar especial no dia a dia das pessoas. Seja no lar ou fora de casa – no trabalho ou no lazer! Enio Bergoli Secretário Estadual de Gerenciamento de Projetos Engº Agrônomo e Membro do Conselho Deliberativo da Política do Café/CDPC eniobergoli@segep.es.gov.br
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