Manifestantes sem-terra realizaram mais um dia de protestos, nesta quarta-feira, diante de prédios públicos em vários lugares do Brasil, exigindo terras para 150 mil famílias e mais investimento do governo para a reforma agrária.
As ações são parte de uma onda de mobilizações promovida este mês, chamado de Abril Vermelho, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em nota, o MST disse que quase mil sem-terra participaram das manifestações em frente à sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília, e que cerca de 300 ocuparam uma unidade da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Bauru (SP).
Houve protestos em seis outros Estados e ocupações de terras. Segundo o movimento, a mobilização em frente aos bancos cobra a liberação do crédito de habitação rural, para construção e reforma de casas.
“Precisamos de verbas específicas para a criação de assentamentos e para produzir comida suficiente para alimentar a população”, disse a coordenadora nacional do movimento, Marina dos Santos, na nota entregue à imprensa.
A chamada jornada de lutas pela reforma agrária “denuncia a lentidão da reforma agrária, os efeitos negativos do agronegócio e apresenta propostas para reverter a situação”, afirmou o movimento em comunicado.
Segundo o MST, que denuncia que a reforma agrária está parada e que o governo privilegia o agronegócio, o Brasil precisa de um novo modelo agrícola, que priorize os pobres e a agricultura familiar voltada ao mercado interno.
O Globo Online

