Depois de 16 dias de greve, os produtores rurais argentinos anunciaram ontem sua decisão de suspender a paralisação para tentar alcançar um acordo com o governo.
Um dia depois de a presidente Cristina Fernández de Kirchner ter condicionado um eventual entendimento com os pecuaristas ao fim da greve, as quatro principais associações agropecuárias do país afirmaram que “deve ser retomado o diálogo entre o governo e o campo”, mas lembraram que “será mantido o estado de alerta e mobilização”.
No início da noite de ontem, as principais autoridades agropecuárias se reuniram com representantes do governo.
Foram convocadas assembléias regionais, para analisar o conflito e decidir os próximos passos a seguir.
A trégua normalizou a situação em várias províncias (estados), onde foram suspensos os bloqueios de estradas que causaram graves complicações nas últimas semanas.
Além do desabastecimento de produtos básicos, como carne e leite, os piquetes dos pecuaristas obrigaram empresas de transporte de passageiros a cancelarem viagens e provocaram longos engarrafamentos. Os protestos foram desencadeados por um decreto que elevou a alíquota do imposto sobre as exportações de cereais.
O Globo

