O governo está concluindo um “PAC da Embrapa”, que prevê R$ 200 milhões em 2008 e outros R$ 300 milhões no biênio 2009/10, de forma a reforçar a atuação da empresa estatal de pesquisa agropecuária.
Entre as ações previstas estão a ampliação do quadro de pesquisadores e assistentes de pesquisa (1.538 contratações até 2010, das quais 618 este ano), a criação e a expansão de novas unidades de pesquisa em áreas de expansão agrícola (cinco no total) e a criação de oito novos laboratórios (dois em 2008 e o restante até 2010).
Uma das novas unidades será no Mato Grosso, segundo o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Também serão estabelecidas metas de incremento da pesquisa nacional por setores, como biotecnologia e nanotecnologia.
“Existe o PAC propriamente dito e existem outros programas que, adicionalmente, serão incluídos no PAC. Um deles é a pesquisa”, disse o ministro, acrescentando que esses recursos adicionais dão um reforço para que a Embrapa, instituição que tem mais de 33 anos com “um conceito excepcional”, dentro e fora do Brasil, mantenha sua estr utura.
O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, disse que uma das propostas é tornar a empresa mais ágil, além de consolidar as áreas de energia e de alimentos.
O plano prevê ainda a criação de novos escritórios e unidades no exterior. Uma unidade será inaugurada em fevereiro na Venezuela.
Mas há estudos para implantação na Ásia e expansão em outras regiões, como a América Latina e a África.
O escritório da Venezuela, segundo Crestana, deverá contar com três profissionais que manterão intercâmbio com institutos de pesquisa e universidades do país vizinho. Ele disse que a Venezuela importa 75% dos alimentos que consome, e o Brasil pode transferir conhecimento nas áreas de frango, leite, soja e milho.
“Vamos trabalhar uma agenda de colaboração, mas existe um campo para o agronegócio”, disse Crestana.
O Globo

