´Unificação fica difícil´, afirma Antonio Carlos de Souza

por admin_ideale

 


A proposta do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura de unificar a campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa está sendo tema de debate entre pecuaristas e profissionais do setor.


 


A idéia é que a campanha de vacinação contra aftosa seja unificada em todo país, sendo realizada no mesmo período em todo território nacional. De acordo com a reinvidicação do Conselho ao Ministério da Agricultura, a campanha seria realizada nos meses de maio e novembro em todos os Estados, a exceção do Rio Grande do Sul e da Ilha de Marajo. Atualmente, no Espírito Santo a campanha acontece nos meses de março e setembro.


 


Na última sexta-feira (07), em entrevista ao programa Campo Vivo da Rádio Globo Linhares, o responsável pelo programa de Febre Aftosa do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo, Antonio Carlos de Souza, avaliou a proposta.


 


O médico veterinário acredita que a unificação é um pouco difícil em função de vários aspectos. “Principalmente, tendo como base a própria capacidade de produção de vacina. Com a vacinação acontecendo em todo país no mesmo período, tudo concentrado, seria uma produção muito grande, e correria o risco das vacinas não passarem no teste”, afirmou.


 


Souza destacou ainda os aspectos relacionados a determinadas regiões e os circuitos pecuários. “Cada circuito pecuário é composto de cinco, seis, sete estado agrupados pelo seu sistema de produção. Então fica difícil jogar todo mundo na mesma data. Um exemplo clássico são os Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que tem o problema da cheia do Pantanal”.


 


Apesar da dificuldade de unificar a campanha de vacinação, o veterinário acredita que para o Estado capixaba poderia ser mais favorável a troca de período de vacinação. “Pode ocorrer a mudança de datas nos circuitos pecuários. Para o ES poderia ser melhor vacinar em maio e novembro porque, normalmente, estamos saindo do período de seca e facilita o produtor no manejo com os animais para vacinar.


 


Mas Souza ressalta que essa mudança depende de um acordo com os estados que integram o circuito pecuário leste (RJ, parte de MG, BA, SE e ES). “Vejo maior possibilidade em mudar a época de vacinação em cada circuito. Unificação fica difícil”, finaliza.


 


Redação Campo Vivo

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