A Vigilância Sanitária Estadual proibiu a comercialização de seis marcas de água mineral vendidas no Estado: Parajú, Ingá, Avita, Campinho, Iate e Pedra Azul. Segundo o secretário estadual de saúde, Anselmo Tose, a venda dessas águas só será permitida após o resultado de análise biológica que será feita a partir desta terça-feira (20) por agentes do Laboratório Central (Lacen).
O secretário explicou que, por enquanto, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) só enviou o parecer técnico dessas marcas. O resultado biológico realizado pelo DNPM ainda não foi enviado a Vigilância Sanitária. De acordo com Anselmo, se os laudos do Lacen derem positivos para presença de coliformes totais (poeira e pequenas folhas), a empresa será interditada por tempo indeterminado.
“A princípio o resultado pode sair em até 48 horas. No entanto, iremos avaliar muitas amostras de todas as marcas produzidas dentro e fora do Estado. Vamos fazer no Lacen a avaliação microbiológica, que detectará a presença de bactérias e também a análise fisico-quimica que são as características da água (cheiro, cor) para consumo humano”, afirma o secretário.
A determinação da Vigilância Sanitária Estadual já foi emitida a todas as vigilâncias municipais do Estado e as empresas de água. Nesta segunda-feira (19), agentes da vigilância percorreram estabelecimentos comerciais recolhendo amostras de todas as águas vendidas no Estado. De cada marca foram recolhidas nove amostras, seis irão para análise e três ficarão retidas para uma contra-prova.
O secretário de saúde criticou a maneira na qual o Departamento Nacional de Produção Mineral procedeu as análises das águas. Segundo Anselmo Tose, o DNPM deveria comunicar a fiscalização à Anvisa e a Vigilância Estadual para que eles pudessem acompanhar os trabalhos.
O diretor das águas Ingá e Avita, Ivan Bastos, afirmou que a Secretaria de Saúde está no direito dela de baixar a determinação. Bastos afirmou no entanto, que a medida trará grande prejuízo à empresa que tem 35 anos de mercado. O diretor das águas Ingá e Avita afirmou que duas análises feitas em laboratórios diferentes foram realizadas a pedido da empresa e, em ambas, o resultado deu negativo para a presença de organismos que trazem risco a saúde humana.
As águas Campinho e Iate comunicaram, por meio da assessoria de imprensa, que os laudos do DNPM já deram negativos para presença de coliformes totais. De acordo com a assessoria, a empresa, que detém as duas marcas, irá aguardar o resultado do Lacen.
A diretora administrativa da água Pedra Azul, Luciana Rambalduci, disse que assim que soube da notificação da Secretaria de Saúde, ela foi até à Vigilância Sanitária e apresentou os laudos biológicos que o DNPM não enviou à Sesa. Ela confia que após análise desses laudos, a água seja liberada para venda.
Nenhum representante da água Parajú foi localizado para comentar da proibição da venda do produto.
Redação Gazeta Rádios e Internet

