É ‘Tempo de Colheita’ no ES: Receita fiscaliza empresas laranjas do ramo de café

por admin_ideale

 


A Receita Federal deflagrou nesta manhã a operação “Tempo de Colheita” no Espírito Santo. Pelo menos 37 empresas que atuam no ramo de comércio do café terão as contas fiscalizadas por uma equipe de 25 auditores 15 e servidores da Receita. Segundo a delegada Laura Gadelha, a imcompatibilidade entre a movimentação financeira e a receita das empresas motivou a fiscalização.

Os negócios estão espalhados por todo Espírito Santo. A operação foi deflagrada para chegar aos proprietários e aos sócios. Dados da Receita revelam que em cinco anos foram movimentados R$ 3,3 bilhões em contas pelo país.

Ainda segundo a delegada, há denúncias de que essas empresas foram criadas em nome de laranjas para comercializar produtos e movimentar contas bancárias sem o pagamento devido de impostos e sem cumprir as obrigações com o órgão. “Dados levantados pela fiscalização e fortalecidos pela denúncia da existência de empresas laranjas, que funcionam apenas no período da colheita e venda do café. Essas empresas são abertas meses antes da colheita e funcionam apenas nesse período. Depois são fechadas e reabertas com outros nomes, novamente durante o período de colheita”.

As empresas, segundo a Receita, funcionam por no máximo três anos. “São criadas em nome de funcionários e pessoas conhecidas dos empresários, que não conhecem os efeitos que podem sofrer por estarem a frente dessas empresas e por não serem capacitados financeiramente para isso”.

A equipe da Receita Federal percorre 19 municípios do Estado em busca de dados dos verdadeiros donos e dos laranjas usados para a abertura do negócio. Os auditores também coletam dados internos das empresas. Entre os municípios que serão visitados nesta segunda e terça-feira está Colatina, Vila Velha, Brejetuba, Santa Maria de Jetibá e Governador Lindenberg.

A delegada alerta que a punição é aplicada ao responsável pelo negócio e se estende a pessoas que fornecem nome e Cadastro de Pessoa Física para abertura de empresas laranjas. “As empresas são fechadas e consideradas inaptas para funcionar. Ocorre o fechamento e não mais abertura de novas empresas pelos sócios. Também é aberta uma ação fiscal de cobrança dos impostos, além do encaminhamento para o Ministério Público de uma representação para que seja oferecida denúncia. Há possibilidade de prisão do laranja e do responsável pelo negócio”.


 


 


Redação Gazeta Rádios e Internet

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