Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais vão juntar seu potencial de produção agrícola e de infra-estrutura de escoamento para dar um salto na produção de agroenergia no país. O primeiro passo será dado, nesta sexta-feira (19), com a implantação da Fronteira Leste para Biocombustíveis. O secretário estadual de Agricultura fluminense, Christino Áureo, se reúne com os secretários de Agricultura dos estados do Espírito Santo, César Colnago, Bahia, Geraldo Simões de Oliveira, e Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, às 11 horas, no hotel Marriott, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, para selar a parceria.
Durante o encontro, os secretários assinarão um termo de cooperação visando à estruturação de ações conjuntas de estímulo, comercialização e exportação do produto. O documento prevê a expansão das áreas de plantio de cana-de-açúcar e o incentivo a produção de oleaginosas para a produção de biodiesel, com o objetivo de conquistar investimento e desenvolver projetos agroindustriais sem que sejam afetadas áreas de produção de alimentos. Também serão feitas parcerias com empresas privadas e públicas, em especial com as universidades e centros de pesquisas estaduais e com municípios localizados nas regiões produtoras, para desenvolver tecnologias na produção do álcool e biodiesel.
Vocação
Segundo Christino Áureo, estudos preliminares apontam a disponibilidade de um milhão de hectares para a produção de cana para etanol e grãos para biodiesel nesses estados. “São áreas de pastagens e de lavoura com baixa produtividade e sem restrições ambientais”, destaca o secretário. Para o secretário da Agricultura do Espírito Santo, César Colnago, a articulação do “Corredor de Biocombustíveis” é oportuna, pois os Estados envolvidos têm vocação agrícola para o setor por serem produtores e por possuírem uma ótima infra-estrutura de logística portuária.
O empenho em criar a Fronteira Leste se fortalece com a vocação histórica dos estados no plantio de cana-de-açúcar. Levantamentos técnicos realizados indicam que as regiões envolvidas têm condições de expandir suas áreas de plantio de cana tornado-se grandes fornecedores de energia renovável, tanto para o mercado interno quanto externo. Ao mesmo tempo, Rio, Espírito Santo, Bahia e Minas podem incentivar a produção de oleaginosas para a produção do biodiesel.
De acordo com Christino Áureo, a capacidade de produção da região e a integração entre os estados vizinhos, que dispõem de uma logística facilitadora para o escoamento da produção, com infra-estrutura portuária e rodoviária, foi levada em consideração, uma vez que proporciona um ambiente favorável à atração de investimentos.
“Além disso, o escoamento do álcool será facilitado, pois não será necessária a utilização de alcoodutos. Portos como os de Vitória e do Rio de Janeiro poderão assumir essa função”, ressalta o secretário de Agricultura do Rio.
Assessoria de Comunicação – Seappa/RJ
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