Divisa MS-Paraguai terá zona de vigilância contra aftosa

por admin_ideale

 


O prejuízo com a febre aftosa em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 28,9 milhões só com indenizações, pagas pelo governo federal, a fazendeiros que tiveram cerca de 90 mil cabeças de gado abatidas. A próxima medida será criar uma zona de alta vigilância, “espécie de zona tampão, na fronteira com o Paraguai”, afirma o superintendente de Agricultura de Mato Grosso do Sul, Orlando Baez.

Uma instrução normativa do Ministério da Agricultura definirá, no início de outubro, restrições ao transporte de gado, dentro da zona de vigilância a ser criada nos municípios de Mato Grosso do Sul situados próximos à fronteira com o Paraguai, informou Baez. Na região da fronteira ocorreram os primeiros focos da doença em outubro de 2005. Os municípios de Japorã, Mundo Novo e Eldorado ainda estão sob restrições sanitárias.

Baez disse que o transporte de gado será restrito, com maior acompanhamento da fiscalização e poderá ser autorizado somente após os animais ficarem em quarentena. As regras valerão na faixa de fronteira, que incluiu 14 municípios de Mato Grosso do Sul. Também no início de outubro deverá sair, segundo Baez, o resultado dos exames que apontarão se ainda há circulação de vírus da aftosa em Japorã, Mundo Novo e Eldorado.

De outubro de 2005 a agosto deste ano, o Ministério da Agricultura e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) abateram animais suspeitos de estar com a doença nos três municípios. A Superintendência da Agricultura de Mato Grosso do Sul informa que, incluindo as indenizações e convênios com municípios e entidades para prevenção à doença, foram gastos cerca de R$ 48 milhões.

Combate conjunto:

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Laucídio Coelho Neto, disse que “precisamos fazer [o combate à doença] em conjunto com o Paraguai”. Coelho Neto define a restrição ao transporte do gado como “uma medida necessária que vai incomodar muito quem tem propriedade na fronteira”.
“É preciso que o governo estude medidas compensatórias”, afirma. Segundo ele, não é possível calcular o prejuízo. “As medidas de controle de trânsito vão impedir negócios rápidos. Vamos ter de chamar o veterinário para fazer uma vistoria nos animais. O prejuízo será maior com a demora nos negócios”.


 


 


Folha de São Paulo

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