
O mês de maio tem sido caracterizado pelo alto volume de chuvas e queda nas temperaturas no Rio Grande do Norte. De fato, o aumento da ocorrência de doenças fúngicas como antracnose, mancha-chocolate e também de alagamentos nas áreas já têm causado grandes problemas, tanto em relação à sanidade no campo quanto aos aumentos no custo de produção.
De acordo com o Inmet, as previsões para as próximas semanas e até o início do segundo semestre do ano são de chuvas ainda acima da média e calor no Rio Grande do Norte, o que deve continuar mantendo o cenário de pressão fitossanitária e estresse aos mamoeiros. Esse clima pode impactar em maior nível de abortamento das flores, resultando também em frutas com menor qualidade e calibre.
Assim, com o possível comprometimento da oferta e rendimento nas lavouras, as expectativas iniciais são de preços melhores até o encerramento do semestre. Mas, ainda assim, vale destacar que, mesmo com a possibilidade de valorização da fruta, a maior necessidade de manejos deve continuar pesando nas margens financeiras, já que os custos de produção, naturalmente altos na região, poderão se elevar ainda mais. Para o mercado internacional, o aumento na exigência por calibre padronizado e alta qualidade também devem ser pontos de dificuldade para as exportações.
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