Paraguai tem ritmo lento de negociações, com o Brasil interessado apenas no próximo trimestre
Os prêmios brasileiros para o milho de exportação subiram nesse encerramento de semana, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O prêmio de dezembro subiu para $ 97/bushel, julho23 também subiu para $ 50 cents/bushel e agosto23 permaneceu em $ 81 e setembro foi cotado também a $ 81 cents/bushel”, comenta.
“As compras chinesas de milho brasileiro, já concretizadas, seriam de 1,0 milhão de toneladas para dezembro e de 1,0 de toneladas para janeiro, mas ainda há mais 5 milhões de toneladas além do consumo normal do país que precisariam ser escoadas para os preços internos realmente subirem no Brasil. Como os embarques estão sendo programados para janeiro em diante, o interesse das Tradings se volta para os embarques do primeiro trimestre de 2023, frustrando as expectativas dos vendedores que desejam receber R$ 90/saca à vista, no Paraná e/ou R$ 95 à vista no RS e em SC”, completa.
Sem a referência de Chicago, o mercado argentino ficou inalterado. “O relatório das corretoras de Buenos Aires registrou preços US$ 2/t mais altos. Com isto os preços finais equivalentes terminaram o dia a U$ 277 dezembro, 290 janeiro, 301 março, 295 abril e maio e recuou para 264 julho. Os preços flat do milho desta sexta-feira se mantiveram a US$ 326 FOB nos EUA, subiram para US$ 294 FOB Up River, na Argentina e permaneceram a USD$ 299 FOB Santos, no Brasil”, indica.
O Paraguai tem ritmo lento de negociações, com o Brasil interessado apenas no próximo trimestre. “No mercado local, o milho manteve-se com indicações estáveis, enquanto na FAS basicamente todos os compradores estavam optando por não indicar para não ter que passar valores muito baixos. Como o valor mais atrativo nos últimos dias havia sido o FAS para o produto disponível, a ausência desse mercado deixou o dia bastante lento. O mercado brasileiro, por sua vez, manteve indicações estáveis, tanto para o próximo trimestre quanto para a safra 2023”, conclui.
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