A crise enfrentada pelo setor cafeeiro capixaba em função do baixo preço e da longa estiagem, a prorrogação de débitos e novas linhas de crédito também foram discutidas na audiência pública realizada ontem na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Presente na reunião, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, lembrou que a seca entre os meses de novembro e janeiro ‘decepou’ o lucro dos cafeicultores que não irrigam as suas lavouras.
“Insistimos em aumentar esse preço mínimo por tudo o que a agricultura representa para o Espírito Santo. O Brasil ainda é líder desse mercado e precisa ter uma política mais agressiva, formar estoques reguladores que garantam a venda em época escassa para dar mais segurança aos nossos cafeicultores”, sugeriu.
Hoje, 95% dos grãos importados saíram do próprio Brasil para serem industrializados em outros países e voltaram ao nosso mercado já processados. “É preciso agregar valor ao nosso café, não vender o produto verde, por exemplo. O café importado vai e volta, e precisamos aumentar a nossa qualidade para que a indústria nacional se torne competitiva”, defendeu o secretário de Agricultura.
Apesar das políticas federais para o café ainda serem mais voltadas para a variedade arábica, com maior produção nos Estados de Minas Gerais e São Paulo, Bergoli acredita que a união dos diversos setores da cadeia produtiva do café do Espírito Santo possa mudar este quadro. “Paulistas e mineiros ainda dominam os fóruns nacionais de formulação de políticas para o café. Mas, estamos unidos para equilibrar o jogo”, afirmou o secretário, na segunda-feira (15), pelo twitter.
Redação Campo Vivo

