O rebanho bovino brasileiro continua sendo o segundo maior do mundo em número de cabeças, atrás apenas da Índia, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado hoje. Mas, ao término de 2006 contava com 205,9 milhões de cabeças, frente aos 207,1 milhões registrados um ano antes. Esse foi o primeiro ano em que houve redução, após nove anos consecutivos de crescimento.
A instituição atribuiu essa queda aos focos de febre aftosa, que levaram cerca de 50 países a embargar a carne bovina brasileira. A redução também foi explicada pelo aumento dos custos de produção para os criadores de gado, principalmente pelo reajuste dos preços da ração. Segundo o relatório, 34,2% do rebanho brasileiro está concentrado nos estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O MT, com 26,1 milhões de cabeças, conta com 12,7% do rebanho nacional e supera MS (11,5%) e Minas Gerais (10,8%). Apesar do veto à carne brasileira no fim de 2006 pela confirmação de focos de aftosa, as exportações de carne bovina aumentaram 12,9% naquele ano em comparação com 2005. O IBGE apurou que o número de suínos cresceu 3,3% em 2006 e o de frangos em 1,1%. Igualmente foi constatado no ano passado um crescimento na produção de mel (7,2%), de ovos de galinha (5,8%), de ovos de codorna (5,2%), de leite (2,9%) e de lã (0,9%).
A produção de leite em 2006 chegou a 25,4 bilhões de litros, colocando o país na sexta posição no ranking mundial de produção, atrás de EUA, Índia, China, Rússia e Alemanha. O Brasil contava no final do ano passado com 35,2 milhões de suínos. É o quarto maior produtor mundial, após China, União Européia (UE) e EUA.
Quase a metade (45,4%) dessa produção está nos estados do Sul. Santa Catarina, com 20,4% dos animais, é o maior produtor brasileiro de carne suína. As restrições por causa da aftosa em 2006 reduziram as vendas externas de carne suína em 16,4%.
Gazeta Mercantil

