2009 é um ano que definitivamente quer ser riscado do calendário das empresas fabricantes de máquinas agrícolas. A expectativa é de reverter – ou pelo menos minimizar – o recuo de 30% nas vendas em relação a 2008, o melhor ano do setor na década, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Projeções do segmento apontam para um crescimento de 30% nas vendas neste ano, atingindo cifras pouco menores do que as registradas em 2008. Motivos para tanto otimismo não faltam e tudo indica que a fase da marcha à ré está no fim, conforme representantes da entidade presentes no Show Rural Coopavel, em Cascavel. A feira começou ontem e prossegue até domingo.
O segmento agrícola sentiu com mais intensidade os efeitos da crise econômica do que a média dos demais setores da indústria de máquinas, que ficou em 20%. Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, afirma que o otimismo é movido por dois fatores. O primeiro é a recuperação dos preços das commodities em reais, somado à valorização do dólar, que melhora o preço dos produtos agrícolas. “”Melhor remunerado, o produtor investe mais””, destaca.
O outro aspecto indica que há mais demanda no mercado. “”Os financiamentos oficiais via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finame e programa Mais Alimentos ajudam que o mercado se recupere. Então, temos uma equação que alia crédito maior e melhores preços para os produtos agrícolas. Acreditamos que eles ajudarão a melhorar a situação do mercado e animar o produtor a renovar suas máquinas””, destaca.
Por outro lado, a indústria nacional de máquinas está fazendo um esforço para adquirir aço no mercado internacional com melhores preços. Para isso, está promovendo um pool para importar aço, já que o Brasil tem o preço mais caro do mundo e no exterior a tonelada está 20% mais barata que no mercado interno. “Isso barateia os preços das máquinas e torna o nosso produto mais competitivo no exterior, já que as exportações passam a ganhar novo fôlego”, acentua.
Folha de Londrina

