Colatina constrói caixas secas para diminuir impactos da seca

por admin_ideale

A Prefeitura de Colatina deve fechar o ano com a construção de aproximadamente três mil caixas secas nas estradas das propriedades rurais do município. Para isso, está contratando mais 1.100 horas de trabalho, de máquinas retroescavadeiras, que serão somadas às 900 horas que os agricultores vão contribuir, em sistema de parceria.


O projeto, que faz parte do Programa de Uso e Conservação do Solo, foi implantado este ano para aproveitamento da água da chuva, surgindo como alternativa para minimizar os impactos causados pela seca intensa, que atingiu as lavouras da região nos últimos dois anos. São parceiros também, da Prefeitura, os Institutos de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Federal do Espírito Santo (Ifes).


Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Izidoro Rodrigues, desde maio, quando foi implantado, foram construídas 1.294 caixas, resultantes de 1.700 horas de máquina, sendo 1 mil horas com recursos municipais, e o restante dos agricultores.


Em Colatina, começou em São João Pequeno, uma das regiões de maior concentração de produção cafeeira, e mais prejudicada com a seca.  Foram 667 caixas construídas com recursos municipais, e 400 dos agricultores.   O distrito de Baunilha é o segundo beneficiado, com 133 (Prefeitura) e 94 (produtores).


O secretário explicou que em média, é necessária apenas uma hora de máquina para fazer uma caixa. O trabalho consiste na abertura de um buraco, na lateral de uma estrada que deve estar situada em terreno elevado na propriedade, que vai captar a água da chuva e facilitar a sua distribuição. O restante do serviço, que são a distribuição e a manutenção dos leitos dos recursos hídricos, fica por conta da própria natureza.


Geralmente, o buraco tem um tamanho padronizado, com capacidade de armazenar cerca de 10 mil litros, mas o que determina mesmo a sua profundidade e largura é a geografia de cada local, tudo conforme os estudos técnicos realizados na propriedade. Além dos cálculos para definir o dimensionamento, também são consideradas as informações pluviométricas dos últimos anos.


Outra vantagem apontada é a possibilidade das propriedades poderem ter mais de uma caixa, bastando apenas que haja interesse do agricultor. O secretário afirmou, que até agora todas têm. “Em média, de 30 em 30 metros, pode ter uma, mas tudo vai depender também do tamanho da estrada”.


A proposta de criação do projeto surgiu no Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Até então ele existia de forma isolada, devido aos poucos recursos municipais. Para dar continuidade, a intenção da Prefeitura é oferecer oficina de orientação para a manutenção e a conservação das caixas, para evitar, principalmente, a contaminação da água.

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