O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realiza nesta quinta (20), em Nova Venécia, e sexta-feira (21), em Cachoeiro de Itapemirim, a primeira reunião para a implantação do Projeto de Capacitação dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável. As reuniões têm como objetivo apresentar o projeto, que terá início em outubro, para secretários municipais, técnicos locais do Incaper e representantes da agricultura familiar nos conselhos.
O projeto, que visa capacitar este ano 660 conselheiros de 33 municípios capixabas e, em 2010, 880 conselheiros de 44 municípios, é uma realização da Seag e do Incaper, com o apoio do Conselho Estadual Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS) e das prefeituras.
Segundo a técnica do Incaper e uma das responsáveis pela capacitação, Jaqueline Sanz, a necessidade de promover o aperfeiçoamento dos conselhos municipais é uma demanda constante dos próprios órgãos, pois há mais de dez anos não recebiam um treinamento desse tipo. “É preciso que os conselheiros tenham claro suas atribuições, responsabilidades e a forma como devem e podem contribuir para o desenvolvimento da agricultura e do seu município”, destaca.
Serão dois dias de cursos e acontecerão nos municípios de origem dos conselhos. Os extensionistas do Incaper que atuam na área de socioeconomia – Fábio Lopes Dalbon, Samir Seródio, Rodrigo Souza e Jaqueline Sanz – ministrarão os cursos. Além das aulas, os participantes receberão o material didático e, para isso, serão confeccionadas 1500 cartilhas.
O secretário executivo do Conselho Estadual e gerente de Agricultura Familiar e Reordenamento Fundiário da Seag, Luiz Carlos Bricalli, afirma que “a capacitação vai atualizar os conselheiros sobre a importância do papel de cada integrante na elaboração, formulação e planejamento das políticas públicas de desenvolvimento rural e de qualificação dos projetos do Pronaf Capixaba e do Crédito Fundiário, que tramitam no CEDRS”.
O diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo, espera que a capacitação venha fortalecer e consolidar a capacidade da sociedade civil de interferir nas demandas políticas. “O Conselho tem a legitimidade e o respeito no sentido de representar a comunidade e de interpretar as demandas para o governo, a fim de otimizar a realização de ações que beneficiem as regiões no que elas realmente sonham”.
Lorena Fraga

