Com a chegada do inverno, as condições climáticas do período – caracterizadas por baixa umidade e dias mais secos – favorecem a ocorrência de incêndios florestais. Portanto, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) alertam a população sobre os cuidados que devem ser tomadas a fim de evitar o problema.
Os incêndios florestais são aqueles que atingem a vegetação e são geralmente provocados pelos seres humanos, por meio da queima do roçado, do lixo e da limpeza de terrenos baldios, por exemplo.
Dentre os problemas provocados pelo fogo estão a destruição da fauna e da flora e o empobrecimento do solo. Além disso, ele pode propagar-se em direção a indústrias, estabelecimentos comerciais e centros urbanos.
É importante ressaltar que o combate aos incêndios é complexo, seja por sua extensão ou pela localização (encostas, morros, várzeas, precipícios e outros lugares de difícil acesso).
Queima controlada
O chefe do Departamento de Recursos Naturais Renováveis do Idaf, Robson de Almeida Britto, destaca que, de maio a outubro, o Instituto suspende a emissão de autorizações para a queima controlada, que se caracteriza por seguir uma série de critérios para diminuir os riscos e prejuízos que o fogo pode causar.
Segundo Robson, esta época do ano é marcada por secas, baixa umidade e pouca precipitação. Desta forma, o Decreto nº 1402-R, de 07 de dezembro de 2004, que instituiu a proibição da queima controlada, tem o objetivo de reduzir as ocorrências de incêndios.
Ele destaca ainda que os únicos casos nos quais se pode utilizar o fogo, no período de maio a outubro, são para o controle de pragas e doenças agrícolas – com laudo agronômico informando a necessidade da ação – e para o despalhamento da cana-de-açúcar. Mesmo nestas situações, a queima só pode ocorrer com a devida autorização do Idaf.
Prevenção
Os incêndios florestais, geralmente provocados pelos seres humanos, matam os animais, destroem a vegetação, poluem cursos d’água e enfraquecem o solo. Além disso, a fumaça pode causar acidentes nas estradas e agravar problemas respiratórios.
Sendo assim, o Corpo de Bombeiros alerta e solicita que todos tenham especial atenção com o trato do lixo, não queimando resíduos em terrenos baldios, porque as chamas podem ser propagadas para outros locais.
Recomenda-se também não lançar pontas de cigarro pela janela dos veículos, pois, devido à baixa umidade no período da seca, a vegetação se incendeia facilmente.
Para os que praticam o ecoturismo, os bombeiros alertam que não se deve acender fogueiras e velas próximas a áreas verdes, e é preciso certificar-se de que as brasas estão apagadas e resfriadas. Se possível, deve-se enterrar o material combustível que sobrar.
O incêndio florestal
Para existir, o fogo necessita de três elementos essenciais: combustível, calor e comburente (em geral, o oxigênio). Esses itens formam o chamado “triângulo do fogo”.
O incêndio ocorre quando o homem perde o controle do fogo, que pode acontecer em qualquer local e de diversas formas. Desta forma, para prevenir um incêndio florestal, devemos eliminar um dos itens que compõem o “triângulo do fogo”. Existem três métodos para se extinguir um incêndio:
– Abafamento: Retira o oxigênio das proximidades do local com uso de abafadores ou objetos similares.
– Resfriamento: Elimina o calor da queima, geralmente com uso de água ou espuma.
– Isolamento: Retirada do material combustível que ainda não queimou, utilizando-se da construção de aceiros (faixa de terreno limpa).
Jória Motta Scolforo

