Anvisa e Mapa dizem que Adulteração de leite é ´fraude econômica´

por admin_ideale

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura classificaram como fraude de caráter econômico o episódio de adulteração do leite por duas cooperativas de Minas Gerais, com suspeita de contaminação por soda cáustica e água oxigenada. Em nota conjunta divulgada ontem, a Anvisa e o ministério reafirmam que as duas substâncias não oferecem riscos iminentes à saúde do consumidor e que os envolvidos no esquema respondem a inquérito criminal.


 


De acordo com a nota, o incidente registrado na semana passada, quando a Polícia Federal prendeu 27 pessoas ligadas a cooperativas de leite mineiras, é inaceitável. Além de prejudicar o consumidor, a fraude atingiu mais de um milhão de produtores de leite, diz a nota, lembrando que o caso acarretou mudanças na fiscalização de produtos agropecuários pelo Ministério da Agricultura. O objetivo é reforçar o controle de qualidade e inibir novas fraudes.


 


Na segunda-feira, o ministério anunciou que pretende aumentar o número de fiscais federais agropecuários que hoje são 1,3 mil – dos quais 212 fiscalizam 1,7 mil indústrias de leite e derivados (um para cada oito estabelecimentos). Ainda para evitar que os próprios fiscais facilitem fraudes, foi extinta a figura do auditor fixo nas empresas e cooperativas. Agora, a escolha do fiscal será aleatória.


 


A Anvisa, por sua vez, informa que interditou os produtos com problemas e enviou amostras para análise laboratorial. Diariamente, são realizadas 10 mil análises para avaliar a qualidade do leite no Brasil.


 


O deputado Paulo Piau (PMDB-MG) levou ontem à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados sacos de leite e embalagens com derivados produzidos pelas cooperativas Casmil e Copervale, numa tentativa de defendê-las da acusação de fraudar a produção de leite do tipo longa vida. Diante de jornalistas, o deputado bebeu do leite das cooperativas.


 


Piau disse que não estava fazendo apologia da fraude e afirmou que o problema, no caso dos laticínios, é “”estrutural”” e que, portanto, não se deveria “”crucificar”” o produto das duas cooperativas nem transformá-las em bodes expiatórios.


 


 


Folha de Londrina

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