Vendas abaixo do preço desvalorizam conilon no Espírito Santo

por admin_ideale

 


Rotineiramente, o início da colheita de café estimula a valorização do grão no mercado. Mas não é o que está acontecendo com o café conillon no Espírito Santo. Alguns cafeicultores reclamam que, apesar dos rumores de aumento no consumo da variedade, o preço do conillon tem caído constantemente.


 


Em maio deste ano, de acordo com o dados do Cepea/Esalq, o conillon tipo 7/8 bica corrida ficou cotado a R$ 207,50, o que representa uma queda de 6,88% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando era cotado a R$ 222,83.


 


Para falar sobre este assunto, o Coffee Break conversou com presidente da Cooabriel (Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel), Antônio Joaquim de Souza Neto. Segundo ele, o aumento no preço do café é causado pelo próprio cafeicultor.


 


Neto explicou que quando começa a colheita, os compradores se aproveitam de um bom momento no mercado. “Os cafeicultores vendem seu estoque de café por um baixo preço e, assim, atraem cada vez mais as torrefadores e estimulam a redução dos preços, já que vende mais quem cobra menos”, explicou.


 


No entanto, o presidente da Cooabriel acrescentou que isso ocorre principalmente na região norte do Estado, onde se concentra a maioria das indústrias torrefadoras do Espírito Santo. “Muitos vendem seu café estocado por um baixo preço, assim eles reduzem o preço do mercado e depois repõem seu estoque pagando menos ou até mesmo a metade do valor que venderam”, disse.


 


Segundo Neto, há pouco tempo uma saca de café robusta era vendida a 240,00. Hoje a indústria paga 207,00 por 60 kg da bebida. A região norte do Estado, de acordo com o representante da cooperativa, responde por 70 a 80% da produção nacional de café conillon.


 


“Os outros cafeicultores tentam segurar o preço, mas não conseguem. As torrefadoras querem comprar o café cada vez mais barato. Desta forma os cafeicultores que acatam o preço baixo limpam os armazéns e jogam o preço lá em baixo”.


 


De acordo com Antônio Joaquim de Souza Neto, presidente da Cooabriel, apenas alguns pés de café estão sendo colhidos. Os trabalhos começam efetivamente na segunda quinzena de maio.


 


Coffee Break

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