As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não decretou o fechamento das fronteiras por causa do mil casos de gripe suína detectados no país, que até agora mataram 20 pessoas, e que não há restrição para a entrada de turistas.
Ao fazer o anúncio, o ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova, informou que as aulas nos centros educativos da Cidade do México, que registrou o maior número de casos, continuarão suspensas “até novo aviso”.
Esta medida afeta 7,5 milhões de estudantes e 420 mil professores distribuídos por cerca de 30 mil instituições de ensino, segundo a imprensa local.
Córdova disse ter conversado hoje com a diretora da OMS, Margaret Chang, a qual decidiu estabelecer um comitê de emergência para apoiar o México “em todos os sentidos”.
“Vão enviar apoio técnico e remédios”, disse o ministro, garantindo que as autoridades mexicanas não terão problemas “quanto ao fornecimento de medicamentos”.
Entretanto, esgotadas as vacinas na maioria dos postos médicos e as máscaras nas farmácias, a população da Cidade do México não sabe muito bem como encarar a gravidade do surto de gripe suína.
Embora grandes filas tenham se formado no começo da manhã em alguns hospitais, o anúncio de que as vacinas tinham acabado dispersou as pessoas.
Até o momento, o preço da vacina se manteve estável em cerca de 400 pesos (cerca de US$ 30), mas os médicos consultados não sabem se seu custo aumentará diante do aumento da demanda.
Segundo o ministro da Saúde mexicano, os primeiros indícios apontam que o surto de gripe suína teve origem na Europa ou na Ásia, “sofreu mutações, foi transportado por um indivíduo e depois começou a se reproduzir”.
Agência EFE

