Uma ação conjunta entre o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), a Polícia Militar e a Polícia Ambiental resultou na apreensão, nesta quinta-feira (26), de aproximadamente 1,3 tonelada de carne de origem clandestina, em um estabelecimento comercial, na localidade de Floresta, no município de Pinheiros.
O médico veterinário do Idaf, Alison Carlesse Ribeiro, explica que a ação foi motivada por denúncias. “A carne apreendida é proveniente de animais abatidos ilegalmente em fazendas da região. O bar, no qual localizamos o alimento, servia como depósito, para posterior distribuição ao comércio. O dono do local será encaminhado para a delegacia para esclarecimentos.” afirma.
Segundo Alison, as investigações irão continuar para a identificação de outros pontos de abate clandestino. “É importante que a população nos auxilie, denunciando irregularidades na comercialização de produtos de origem animal. Devemos lembrar que produtos clandestinos trazem riscos à saúde do consumidor, sendo responsáveis pela transmissão de doenças e também por intoxicações alimentares” ressalta o médico veterinário.
A carne será enviada ao frigorífico do município de Fundão, no qual será descartada. Alison esclarece que o alimento não será doado, pois não se sabe as condições nas quais foi feito o abate. Sendo assim, não é possível confirmar que a mesma está apta para o consumo.
Abate clandestino
O abate clandestino é aquele realizado sem inspeção veterinária, em local inadequado e sem condições de higiene. Em todo matadouro frigorífico que abata e industrialize produtos de origem animal, é obrigatória a presença dos profissionais do Serviço de Inspeção, que observam cada etapa, desde a chegada dos animais até a saída dos alimentos.
Ao comprar carne, é importante que o consumidor confira sempre a cor e o cheiro do produto, a condição de armazenamento e da embalagem e verifique a presença do carimbo de inspeção, que pode ser municipal, estadual ou federal.

