
As mudas de café são formadas, em sua maior parte, usando sacolinhas plásticas como recipientes. O substrato para enchimento das sacolinhas, para semeio e sustentação das mudas, é composto de terra, esterco e adubo químico.
As mudas são conduzidas em viveiros, com os recipientes arrumados em canteiros junto ao solo. Nessa condição, tem aparecido, de forma ocasional, infestação por minhocas e pela erva tiririca. As minhocas saem do solo e penetram no substrato das mudas, buscando se alimentar da matéria orgânica (esterco) ali disponível. Em função dessa infestação, as minhocas vão retirando o substrato e as sacolas vão ficando vazias, sanfonadas e dificultam a formação do bloco que sustenta a muda.
No caso da infestação por tiririca, os brotos da erva, oriundos dos rizomas e tubérculos, emergem do solo e penetram nas sacolas, podendo entrar pelos furos ou perfurando o plástico da sacola. A parte aérea da erva sobe e aparece junto à muda. Além de concorrer com a planta de café, a tiririca, difícil de ser arrancada, infesta a área de plantio das mudas.
Para a prevenção e controle das minhocas nas mudas é indicado instalar o viveiro em terrenos em áreas mais altas e com boa drenagem. Deve-se, também, evitar excesso de irrigação. Pode-se usar iscas como armadilhas e, em casos severos, pode-se usar um nematicida, como uma abamectina em rega. Em locais baixos, mais úmidos, pode-se também usar uma cobertura de solo com uma ráfia ou plástico.
No caso da tiririca, deve-se escolher áreas livres da erva ou fazer controle prévio com herbicida específico. Depois da infestação, deve-se arrancar manualmente, com cuidado, as ervas. No entanto, podem permanecer os bulbos e tubérculos invisíveis no interior do substrato da muda.
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