
Na noite desta quinta-feira (20), uma notícia trouxe alívio aos brasileiros: o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retirada da tarifa de importação de 40% aplicada a produtos brasileiros, entre eles o café. Porém, ficou de fora o café solúvel, ponto preocupante para o Espírito Santo que é destaque nacional na exportação, grande gerador de empregos e, para o Brasil, já que representa 10% das exportações de solúvel para os EUA.
O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, disse que 90% das exportações são de café verde, 10% é arábica, 10% conilon e 10% solúvel. O solúvel não só para o Brasil, mas para outras origens continuam tarifadas.
“Imediatamente quando saiu a legislação, a de hoje, que retirou as tarifas de 40% sobre o café em grão, eu já, enquanto presidente do Cecafé, já tive contato com a embaixada do Brasil em Washington, com Brasília e também com os nossos pares importadores também lá fora, e já estamos debruçados para trabalhar também no solúvel. Para cada emprego gerado pelo café em grão, três ou quatro são gerados pelo café solúvel, com valor agregado maior, obviamente, por ser produto final acabado”, informa o presidente.
Segundo Ferreira, a tarifa de 40% sobre o café verde vinha colocando o Brasil em condição extremamente desvantajosa e preocupante em relação ao futuro.
Pontua, ainda, que os Estados Unidos representam algo na ordem de 2 a 2,5 bilhões de dólares para as exportações de café do Brasil e nos últimos três meses a queda tinha sido de 50%.
“E com o evento da semana anterior, em que a tarifa para os outros países, todos os demais, no café em grão, caiu para zero, a nossa perspectiva é que nós perderíamos mais 30% do mercado, ou seja, o total de 80%, o que significa uma queda na balança comercial da ordem de aproximadamente 2 bilhões de dólares somente para os Estados Unidos”, ponderou o representante da instituição.
Além do café, o mamão, o gengibre, a carne bovina, o cacau, a banana, o tomate, o coco e a pimenta-do-reino estão isentos da tarifa de 40%.
Valda Ravani, Jornalista, Redação Campo Vivo

