Regularização de queijarias e agroindústrias de pequeno porte é tema de debate

O intuito foi reunir informações para trazer maior celeridade na regularização da produção de queijos, sejam artesanais ou não

por Portal Campo Vivo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na segunda (19), com representantes das Federações de Agricultura e Pecuária de todo o país a regularização queijarias e agroindústrias de pequeno porte, com vistas a ampliar as oportunidades de negócios para os produtores rurais.

O objetivo foi traçar uma radiografia da situação nos estados para definir a forma de atuação. “A reunião teve o objetivo de definir o primeiro passo para nortear o trabalho da CNA, além de saber como está a situação e como precisamos atuar. Precisamos sair daqui com um direcionamento que efetivamente nos colocará adiante”, explicou o coordenador de Produção Animal da CNA, João Paulo Franco.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, o intuito da entidade e colher propostas e sugestões para trazer uma celeridade maior nessa regularização da produção de queijos, sejam eles artesanais ou não. “Nós temos bastante arcabouçou normativo, e nossa missão é identificar os entraves e propor ajustes que contribuam com agilidade na regularização dos estabelecimentos, sem prejuízos à segurança alimentar”, explicou.

Cada representante das federações relatou como está a situação no estado, apresentando suas normativas e os principais desafios enfrentados.

De acordo com a representante da federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, (Faemg) e do Senar Minas, Paula Lobato, seria necessária a criação de um decreto que regulamente o produto artesanal em todo o Brasil. “Não é possível que as diferentes instâncias do Serviço de Inspeção tenham entendimentos distintos sobre as regras a serem aplicadas. Não tem sido fácil trabalhar desse jeito”, afirmou.

Durante a reunião, a coordenadora de Projetos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Luana Frossard, explicou de que forma o Senar pode contribuir com a regularização.

“O Senar Serviços vem ao encontro da demanda da regularização. Um consultor da região levará um diagnóstico com os pontos críticos e de atenção, e vai ajudar o produtor. É um atendimento de 12 a 18 meses. Em relação à mão na massa, algumas regionais já trabalham com o Senar Serviços em agroindústria”, explicou.

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A coordenadora de Agronegócios e Alimentos e Bebidas do Sebrae Nacional, Cláudia Alves do Valle Stehling, também participou do debate e falou sobre a complexidade do tema. “Essa temática é bastante complexa no Brasil, mas a gente vem acompanhando esse movimento e percebe que algumas frentes já tem alguma facilitação, mas só um movimento coordenado de vários atores vai conseguir destravar”.

Entre os principais entraves elencados figuraram a necessidade de harmonização dos fiscais quanto ao entendimento e aplicação das normas sanitárias, a falta de um material orientativo para regularização dos produtores, aspectos sanitários, especialmente quanto à certificação de propriedades como livre e brucelose e tuberculose e a falta de acesso a crédito rural. Subsidiada pela reunião, a Diretoria Técnica da CNA traçará um Plano de Ação para contornar esses entraves e trazer maior celeridade na formalização dos empreendimentos.

Assessoria de Comunicação

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