Textura do solo é fundamental para cultivo da pimenta-do-reino, diz pesquisadora

por Portal Campo Vivo
Cultivo é desenvolvido em várias regiões como forma de aumentar a renda

Foto: Divulgação

O cultivo da pimenteira-do-reino é desenvolvido em várias regiões do Brasil como forma de aumentar a renda, especialmente de pequenos produtores. Por ser uma planta de origem tropical se adaptou bem no Brasil. Hoje os maiores produtores são o Espírito Santo e o Pará. O primeiro tem praticamente o dobro de produção do segundo e a atividade a atividade movimentou em torno de R$ 224 milhões em 2019.

A escolha da área para implantação da lavoura deve ser realizada com base nas características do clima e do solo. Em regiões onde o regime de chuva não é bem distribuído ao longo do ano, o ideal é optar pela utilização de um sistema de irrigação, de preferência localizada.

A especiaria é exigente em nutrientes, então deve ser realizada a correção da acidez e a adubação, quando acusada a necessidade pela análise química do solo. Como se trata de uma planta trepadeira, faz-se necessário o uso de tutores para dar suporte e amparar seu crescimento, que geralmente são estacas de madeira ou pilares de concreto com cerca de 3 a 3,2 metros de altura, enterrados a uma profundidade de 0,5 m.

A pesquisadora Sônia Botelho, da Embrapa Amazônia Oriental, destaca a importância da escolha da área e o preparo do solo para o plantio. A textura do solo é um dos fatores mais importantes na hora de escolher a área para o plantio da pimenteira-do-reino, segundo a especialista. Como essa planta gosta de água, os solos arenosos estão fora da lista de preferências. “Isso porque no solo muito arenoso, a água da chuva ou da irrigação vai drenar rapidamente e ficar em uma profundidade tal que a raiz da planta não vai alcançar”, explica.

Por outro lado, os solos muito argilosos também são prejudiciais ao cultivo da pimenta-do-reino, porque há a retenção de água e formação de poças d’água, levando ao apodrecimento da raiz da planta.

Outra recomendação importante que a pesquisadora faz é realizar a análise prévia do solo antes do plantio. “Com a análise do solo, é possível calcular a quantidade certa do corretivo pra neutralizar a acidez do solo e também a quantidade exata do adubo, evitando assim desperdício”, completa a especialista.

Agrolink

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar