Exportações de frutas caem 5%, segundo a Conab

por Portal Campo Vivo

Embarques de melancia e manga tiveram crescimento

As exportações de frutas estão em um ritmo mais lento neste início de ano, conforme aponta o 2º Boletim Prohort, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume total de frutas destinado para o mercado externo ficou 5% abaixo em relação a janeiro de 2020. Apesar do índice ser inferior o relatório destaca que ainda é cedo para projetar qualquer resultado no desempenho final nas vendas para outros países.

Os embarques de melancia e manga tiveram crescimento, enquanto limões e limas, bananas, melões e mamões registraram queda. No ano passado, mesmo com a pandemia o setor teve alta de 6% na exportação. Entre os destaques ficaram limão (+14%), manga (+13%), maçã (+11%), uva (+9%) e melancia (+5%). Os dados são da Abrafrutas.

No primeiro mês de 2021, as exportações de banana somaram 6 mil toneladas, 22,56% menores em relação à janeiro de 2020, e o valor auferido foi US$ 2,38 milhões, maior 6,91% em relação à parcial do ano passado.

Os embarques de laranja para o exterior, em janeiro de 2021, foram de 611 toneladas, número quase 2000% maior em relação a janeiro de 2020 (que vivia plena contenção nas vendas externas em meio aos estoques baixos decorrente de quebra de safra), e a receita dos exportadores foi de US$ 146 mil. Para a temporada seguinte as vendas devem continuar razoáveis, principalmente para EUA e Europa. O Brasil deve ter uma quebra de safra de 30%.

Na maçã as exportações somaram 103 toneladas, 300% maior em relação ao ano passado  e o valor auferido foi de US$ 124,5 mil, 148% superior em relação ao mesmo período do ano anterior. O mercado fechou o ano de 2020 com balanço positivo em relação a 2019, com vendas externas destinadas principalmente à Rússia, Bangladesh e Índia.

No mamão, em janeiro de 2021, as exportações caíram, em relação a janeiro de 2020: o volume comercializado foi de 3,79 mil toneladas, queda de 10,33% em relação ao ano passado, e o valor foi de US$ 3,74 milhões, queda de 10,38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso se deu devido a alguns entraves logísticos, tanto aqueles da saída das regiões produtoras para os aeroportos, quanto por causa de início de restrições dos países europeus a voos brasileiros por causa de novas variantes de coronavírus. O principal destino continuou sendo a União Europeia, consumidora de mais de 70% das exportações, sendo os principais destinos Holanda, França, Portugal, Espanha e Alemanha.

A melancia somou bons resultados. Seguiram para o exterior 14,22 mil toneladas, número 5,56% maior em relação a janeiro de 2020 e 14,83% inferior quando comparado a dezembro de 2020. Além disso, o valor da comercialização foi de US$ 6,7 milhões, superior 14,07% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os envios da fruta continuaram bons, assim como a rentabilidade dos produtores.

Preços internos

Já no mercado interno, no geral, as frutas não registraram movimento uniforme nos preços praticados nos mercados atacadistas analisados pela Conab. Exceção é o mamão, que apresentou queda nas cotações em todas as Ceasas pesquisadas. Com a maior oferta do produto no mercado, os valores praticados caíram para o consumidor.

Agrolink

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