Detectar fungos em papaia reduz perdas na pós-colheita

por Portal Campo Vivo

Doenças que mais incidem na pós-colheita de papaia são a antracnose e a podridão peduncular

As doenças fúngicas são comuns no mamoeiro. Um novo método desenvolvido pela Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP), em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), permite detectar a presença dos fungos causadores da podridão na fruta de forma precoce, antes de se manifestarem.

A pesquisa é de extrema importância para a mamonicultura porque pode reduzir as perdas na fase de pós-colheita, impactando diretamente a exportação da fruta fresca. A descoberta evitaria que frutas aparentemente sadias, mas já com o fungo, se percam durante o processo de transporte e armazenagem. Segundo dados da FAO, um terço das frutas e olerícolas se perdem na pós-colheita.

O trabalho é desenvolvido pela doutoranda Larissa Rocha Terra que fez a extração e análise de compostos voláteis produzidos pelo mamão. Ela explica que a fruta tem características sensoriais que envolvem, na maioria dos casos, compostos orgânicos voláteis. Quando essa composição está alterada pode indicar a presença de fungos.

O mamão é colocado em um frasco onde é deixado determinado tempo para condicionamento. Em seguida são extraídos os chamados compostos voláteis e analisados por cromatografia, técnica que faz a separação e identificação de componentes de uma mistura. Os resultados completos do trabalho podem ser conferidos aqui.

As doenças que mais incidem na pós-colheita de papaia são a antracnose e a podridão peduncular. A primeira é causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides e limitou a produção e exportação em muitos países tropicais como Havaí e México. As perdas podem chegar a 40% causando lesões e manchas de cor marrom no fruto. Já a podridão peduncular é causada por um complexo de fungos e está relacionada à lesões no pedúnculo (parte que liga a fruta ao caule) na hora da colheita. O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, somente atrás da Índia. Entre janeiro e maio, o volume exportado foi de 18 mil toneladas.

Agrolink

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