Paulo e Carla Noznica vivem na capital paulista e são casados há dez anos. Em 2007, iniciaram juntos uma atividade que virou paixão: colecionar xícaras de café. Hoje, são mais de 800, que vieram de quase todos os estados do Brasil.
Para guardar o acervo e deixá-lo organizado, eles utilizam um apartamento exclusivamente para isso. No local, também são guardados os 76 mil rótulos de cerveja colecionados por Paulo. Tudo é fotografado e catalogado.
As buscas pelas xícaras são por diversos meios: ajuda de amigos, pesquisas pela internet e contato com as indústrias de café de todo o país. “Para nós não importa a marca. Queremos o que há de diferente e a nossa procura é constante”, contou Paulo.
A coleção de xícaras teve início de maneira inesperada. Paulo trabalhou durante 14 anos em cervejarias e guardava latas do mundo inteiro, hábito conhecido por todos.
Foi durante um jantar em um restaurante que o casal frequentava que veio o incentivo. “A minha esposa elogiou a beleza da xícara onde foi servido o cafezinho. O garçom nos presenteou e disse que ela poderia começar a colecionar, assim como eu fazia. A partir daí não paramos mais – até porque o café é nossa paixão”, lembrou.
Indústria
Uma das empresas procuradas pelos colecionadores foi o Meridiano, no Espírito Santo. O casal já tinha uma xícara lançada em 2007 em homenagem ao aniversário de Colatina, cidade onde fica localizada a indústria. Agora, Paulo e Carla têm mais uma relíquia: “O apanhador de café”. A coleção destaca a abanação realizada pelos trabalhadores, um dos símbolos clássicos das fazendas cafeeiras.
“O nosso Estado é o maior produtor de conilon do Brasil, por isso resolvemos homenagear os homens que fazem a nossa economia se movimentar”, disse o diretor do Meridiano Cleverson Hercílio Pancieri.

