Cenário externo ampliará em 4,3% faturamento do Setor em 2013

por admin_ideale

Em
entrevista à imprensa, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, apresentou, nesta terça-feira (11),
um balanço do agro em 2012 e traçou perspectivas para o próximo ano. Para 2013,
a queda no volume dos estoques mundiais e o aumento do consumo de alimentos,
principalmente nos países asiáticos, aliados à redução do volume produzido em
alguns países, podem elevar em 4,3% o resultado do Valor Bruto da Produção
(VBP) do setor agropecuário, em 2013, para R$ 382,8 bilhões. O cálculo do VBP
considera o faturamento obtido com a venda de 25 produtos.

Os
produtores rurais brasileiros poderão colher até 180,1 milhões de toneladas de
grãos e fibras em 2013, volume suficiente para abastecer o mercado interno e
gerar excedentes para manter um bom nível de exportação, segundo estimativas da
CNA. Nesse cenário otimista, as estimativas de crescimento para o Produto
Interno Bruto (PIB) do agronegócio oscilam entre 3,5% a 4% para o próximo ano.

Apesar
das incertezas sobre o futuro da economia mundial, em 2013, os fluxos
comerciais devem crescer 4,5% no ano que vem, influenciados, entre outros
motivos, pelas transações comerciais entre países emergentes, de acordo com o
relatório World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional (FMI). É
nesse cenário que a CNA vislumbra o aumento das exportações do setor. A balança
comercial do agronegócio brasileiro, segundo a entidade, poderá chegar a um
saldo de US$ 83,2 bilhões em 2013, valor que, se confirmado, significa
crescimento de 5,5% em relação a 2012.

No
mercado externo, a expectativa é de recuo das cotações de soja, em 2013, ritmo
influenciado pelo crescimento de 12% na safra mundial, especialmente no Brasil
e na Argentina. As projeções indicam recuo de 17,4% nas cotações da oleaginosa
em relação à média de 2012. Essa variação reduzirá as margens numa perspectiva
de aumento de custos de produção. Levantamento da Superintendência Técnica da
CNA aponta aumento em torno de 13% no Custo Operacional Efetivo (COE) da soja,
reflexo, em grande parte, do aumento de cerca de 20% nos preços dos
fertilizantes.

Mesmo
assim, os produtores brasileiros optaram pela soja, em detrimento do milho, no
período de plantio da safra de verão. A opção pela soja se deve à sua
rentabilidade. Os elevados preços do milho, insumo utilizado na ração dos
rebanhos, geram expectativas de queda no ritmo de crescimento do rebanho bovino
brasileiro em 2013. Os pecuaristas de leite enfrentarão situação parecida no
próximo ano.

SEGURANÇA
JURÍDICA
– Na avaliação da CNA, 2012 foi um ano de
muitos avanços e conquistas. Incertezas que travaram o crescimento do setor nos
últimos anos tiveram solução ou encaminhamento, na forma de marcos regulatórios
firmes, que garantem segurança jurídica aos produtores e investidores. Entre
eles, a instituição destaca o Código Florestal, que será regulamentado pelo
Governo federal com a participação da CNA, os programas de logística para
rodovias, ferrovias e portos e o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, com juros
menores, maior volume de financiamento e incremento do seguro agrícola.



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