Pinhão-manso atrai empresa americana ao Brasil

por admin_ideale

 


O potencial do cultivo de pinhão-manso se coloca cada vez mais como opção para a produção de biodiesel no Brasil. A cultura atraiu o interesse da companhia americana de biotecnologia SG Biofuels, que iniciou o processo para instalar operações no país e está a procura de uma sede administrativa na capital de São Paulo.


A companhia americana não é a primeira a enxergar o potencial do cultivo de pinhão-manso em terras brasileiras. O Grupo italiano API, um dos maiores conglomerados de energia da Europa, também iniciou investimentos na área. Por meio da empresa Nòvabra Energia, que está se instalando em Colatina, no Espírito Santo, serão investidos mais de R$ 50 milhões, uma parte para o Programa de Fomento do Pinhão, direcionados aos agricultores, e outra para a construção da indústria que produzirá óleo do pinhão-manso.


Segundo Pedro C. Burnier, diretor da Nòvabra Energia e diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores do Pinhão Manso (ABPPM), os trabalhos já foram iniciados na região Norte e Noroeste do estado capixaba. “Nossa meta é atingir 25 mil hectares de área plantada nos próximos anos e atingir a produção de mais de 50 mil toneladas de óleo por ano. O início da operação da usina está marcado para 2012”, revela Burnier.


Toda essa produção será exportada para a Itália, onde o óleo será transformado em biodiesel. As leis italianas obrigam a mistura de biodiesel ao diesel tradicional. A cada 100 litros, cinco são do combustível ecológico. O Grupo API escolheu o Espírito Santo para investir porque o pinhão é uma planta tolerante à seca e bem adaptada às condições de solo e clima da região Norte e Noroeste do Estado. O foco agora é continuar atraindo pequenos e médios produtores capixabas para a produção do pinhão. A Nòvabra dá as mudas, financia os insumos agrícolas e garante a compra de 100% da produção.


Burnier lembra que outra empresa estrangeira que investe em Pinhão-manso no Brasil é a espanhola Bioauto. Localizada em Nova Mutum (MT), o grupo já tem plantado 2,5 mil hectares pinhão. A colheita das sementes já começou e a indústria de processamento de pinhão iniciou a operação em dezembro do ano passado.


 


Campo Vivo

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