Autoridades debatem implantação de Polo Gás-Químico em Linhares

por admin_ideale

Representantes de comunidades e entidades linharenses, dos poderes públicos municipal, estadual e federal, do judiciário e da Petrobras participaram, no último dia 12 de abril, no Centro Cultural Nice Avanza, de uma reunião para iniciar a discussão das condicionantes para a implantação de uma indústria de produtos químicos, prevista para o distrito de Rio Quartel.

Estiveram presentes o presidente do Comitê de Acompanhamento de Projetos Industriais de Linhares, Maurício Antônio Buffon, que promoveu o encontro; o Diretor Técnico de Licenciamento Ambiental do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Fernando Aguinoga; a promotora Ana Carolina; a gerente do empreendimento da Petrobras, Valeska da Rocha Caffarena; o secretário de meio ambiente de Linhares, Lucas Scaramussa; além de outras lideranças.

Inicialmente, o Instituto de Pesquisa da Mata Atlântica (Ipema) apresentou um vídeo destacando os ecossistemas da região, principalmente, as áreas de preservação permanente (APP) e Unidades de Conservação. O presidente do Comitê, Maurício Buffon, expôs as necessidades das comunidades para suportar a instalação do projeto. “Precisamos de infraestrutura adequada para que a população não fique com o ônus deste projeto. Segurança, saúde, educação, estradas. Essas são algumas preocupações das comunidades. É necessário pensar agora nos impactos negativos que podemos ter e evitar essa situação”, destacou Buffon, ao explicar cada ponto solicitado pelos líderes comunitários.

Em seguida, a gerente da Petrobras apresentou o projeto da indústria que será implantado na região, ressaltando a importância do Espírito Santo para a Petrobras e também a enorme necessidade que Brasil tem de reduzir importações de insumos.  A promotora Ana Carolina reforçou a preocupação das comunidades, destacando que a Petrobras precisa mostrar claramente os efeitos negativos que o projeto trará e discutir a forma de amenizar esses problemas. “Queremos conhecer os impactos que a obra vai gerar e que isso seja tratado com profissionalismo. Os benefícios estão claros, mas a população que mora em Linhares precisa saber as reais consequências negativas e as ações para evitar alguns gargalos”, frisou.

O representante do Iema, Fernando Aguinoga, explicou sobre o andamento do processo de licenciamento, afirmando que o instituto vai estudar as demandas das comunidades e que serão consideradas já para as próximas etapas do processo.

Para o presidente do Comitê, Maurício Buffon, a discussão de vários aspectos impactantes do projeto resultou em um encontro positivo. “Aproximamos as diversas partes e atores do processo, dentre elas as comunidades e os órgãos competentes que estiveram presentes. Esse diálogo é essencial para construirmos um progresso saudável para Linhares”, afirmou Buffon.

 

Redação Campo Vivo

 

 

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