Brucelose e Tuberculose em bovinos serão estudadas no Espírito Santo

por admin_ideale

Um novo estudo que visa pela saúde dos bovinos do Estado, está sendo realizado pelo Comitê Cientifico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) e pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). O objetivo é verificar a situação epidemiológica da brucelose e tuberculose no Espírito Santo, no que se refere à prevalência destas doenças.

Nessa quinta-feira, 12, o Idaf e a Superintendência Federal da Agricultura no Espírito Santo (SFA-ES) receberam a visita de um representante do Comitê, o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), José Soares Ferreira Neto, que analisará as características da pecuária capixaba e efetuará o sorteio das propriedades rurais que terão seus animais testados para as enfermidades.

Segundo a médica veterinária do Idaf, Daniele da Costa, os técnicos do Instituto serão treinados quanto aos procedimentos de colheita de amostra de sangue para diagnóstico da brucelose e também sobre a aplicação de uma substância – a turberculina – que permite verificar a ocorrência da tuberculose. “Após estarem aptos, os profissionais do Idaf realizarão as ações nas propriedades selecionadas”, disse a veterinária. A última etapa do processo será a divulgação dos resultados pela equipe responsável pelo estudo, a USP.

Saiba mais sobre a Brucelose e Tuberculose

A tuberculose bovina é uma zoonose (doença transmitida de animais ao homem e vice-versa) de evolução crônica causada pelo Micobacterium bovis e caracteriza-se pelo desenvolvimento de lesões nodulares denominadas tubérculos. Essas lesões podem ser localizadas em qualquer órgão do animal. A transmissão dessas doenças ocorre, principalmente, por via aerógena (pelo ar), mas a bactéria também pode ser transmitida por via entérica (pelo intestino). Pode ser transmitida do animal para o homem e também do homem para o animal.

O diagnóstico alérgico é o mais utilizado para detectar as doenças. O veterinário inocula uma substância chamada tuberculina na pele do animal e, depois de 72 horas, volta a observá-lo. Se houver reação alérgica, significa que o animal está doente. Os sintomas aparecem, geralmente, no estágio final da doença. O animal sofre grande perda de peso e da produção de leite e pode apresentar inflamação da glândula mamária, causando prejuízos econômicos significativos para o produtor e para o país em relação à produção de carne e leite. Ainda não existe tratamento recomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Quando a doença é diagnosticada, é preciso sacrificar o animal.

 

 

 

Joyce Azevedo

Redação Campo Vivo

 

 

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