Série Campo Vivo na Colheita – Combate a pragas e doenças

por admin_ideale

A colheita do café já se aproxima e para que os produtores tenham bons resultados com safra, o Campo Vivo lançou a série Campo Vivo na Colheita, com informações e orientações sobre combate a pragas e doenças, irrigação, qualidade do café e as expectativas dos municípios produtores de café no Estado.

Nesta quinta-feira, 12, o Engenheiro Agrônomo do Incaper, César José Fanton, dá orientações sobre como combater as pragas e doenças na lavoura cafeeira. Já que é um problema que pode causar sérios prejuízos ao produtor, influenciando no desenvolvimento das plantas e provocando perdas na produção e na qualidade do produto final.

Segundo o engenheiro as práticas de combate as pragas devem ser adotas previamente nos períodos adequados, quando a planta começa a se preparar para produzir os frutos. “Quem não fez um planejamento vai ter uma consequência negativa agora na colheita”, afirmou.

As principais pragas que podem afetar a lavoura cafeeira são a cochonilha de roseta, a broca do café e a doença ferrugem. “Dessas, a broca do café é a que ocorre com maior incidência, pois ataca diretamente, prejudicando a qualidade do mesmo. Já a cochonilha e a doença ferrugem provocam a queda nas folhas da planta, reduzindo a capacidade reprodutiva da planta. E o resultado da falta de cuidados no controle dessas pragas vem agora, prejudicando a safra e produtor”, afirmou Fanton.

Ele acescenta, “por isso a necessidade de um bom planejamento, ter um cronograma, prevendo as épocas que vai fazer as práticas para fazer o controle dessas pragas e doenças”.

Para o produtor que não tomou as devidas precauções e corre o risco de ter problemas com pragas durante a colheita, o engenheiro orienta que ao verificar áreas e talhões infestados, que eles sejam recolhidos o mais depressa possível, para que não haja a proliferação das pragas.

O momento de prevenir as pragas e doenças

Existe um momento adequado para prevenir cada praga e doença na lavoura. Na ferrugem ele se inicia na estação de flora, quando há maior ocorrência para quem vai fazer a pulverização, para aplicação nas folhas e aplicação de granulado de solo.

Já para prevenir a cochonilha da roseta, a medida deve ser adotada logo após a florada do café, em que o produtor deve fazer as inspeções para verificar a ocorrência e a necessidade de controle.

Na broca, a prevenção começa após a colheita, quando o produtor deve reduzir a praga, recolhendo os grãos que ficam depois da colheita, deixando o menor número possível na lavoura.

“Esses cuidados vão refletir na safra seguinte. A receita é planejar os cuidados agora para a próxima colheita”, finalizou Fanton.

 

 

Joyce Azevedo

Redação Campo Vivo

 

 

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