Um novo método de produção de leite tem interessado alguns produtores do Estado. É o leite orgânico, produzido em propriedades especiais onde a alimentação dos animais é baseada na produção orgânica sem qualquer inserção de medicamentos que causem danos à produção.
O novo método se tornou uma proposta para os produtores capixabas poderem avançar no mercado e para a geração de renda. Segundo o Gerente de Agricultura Orgânica Estadual, Decimar Schultz, a produção de leite orgânico apresenta um desafio a mais para os produtores, já que exige maiores cuidados com os animais, mas pode ser um mercado muito interessante.
“O leite orgânico é isento de qualquer substância química, agrotóxico, justamente por causa da alimentação do animal que é a base de produtos orgânicos, garantindo uma maior qualidade no leite. A produtividade do leite orgânico é muito positiva. É um negócio certo”, disse.
Recentemente, 24 agricultores – de Nova Venécia, Barra de São Francisco, Santa Maria, Santa Tereza, Ibitirama, Afonso Cláudio e Vila Pavão – além de quatro técnicos do Incaper, visitaram duas fazendas nos Estados do Rio de Janeiro e em São Paulo para conhecerem de perto a produção desse leite.
Os agricultores capixabas acompanharam como é o tratamento do animal, a alimentação, melhoramento genético e tratamentos homeopáticos sem a interferência de produtos químicos ou transgênicos, além disso, o sistema de manejo das pastagens foi bem observado pelo desuso de adubagem química, ou seja, o capim é plantado sem qualquer elemento tóxico, garantindo a qualidade na produção leiteira.
De acordo com Decimar, os resultados já podem ser vistos nessas propriedades. “A demanda existe, há capacidade de oferta de 90% dos derivados e a comercialização é feita diretamente com o consumidor. Isso encurta o caminho, fazendo com que o ganho do produtor seja maior. Há procura é grande e grande parte dos produtos do leite orgânico são comercializados nas próprias propriedades”, comentou.
No Espírito Santo 50 propriedades já estão atuando na prática de produção de leite orgânico. “Estamos implantando esse projeto e vamos trabalhar para que os produtores tenham acesso as novas tecnologias, a base de processamento e comercialização. Pretendemos viabilizar essa estrutura de processamento e em breve teremos novidades desse setor no Estado”, finalizou Decimar.
Sobre o Leite orgânico
O leite orgânico é isento de quaisquer substâncias químicas que não agridem o meio ambiente. Comparado ao convencional, o leite orgânico difere-se por conter substâncias importantes na alimentação humana, é rico em carotenóides – vitaminas A e E, antioxidantes e ácido ômega três -, além de proteínas saudáveis ao homem.
Joyce Azevedo
Redação Campo Vivo
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