Crédito fundiário incentiva jovens rurais de Rio Bananal a permanecerem no campo

por admin_ideale

 

Oito jovens produtores da Associação Santo Antônio de Rio Bananal a partir desta semana, poderão financiar a propriedade de 48 hectares na localidade de Córrego Santo Antônio, através do projeto de crédito fundiário aprovado no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), na última terça-feira, 03.

Para o presidente da associação, o jovem Willis Gama Rodrigues, de 23 anos, o curso serviu de incentivo para permanecer no campo. “Meu irmão e eu aprendemos a elaborar projetos de gestão de propriedade e de como conseguir financiamento. Já pensei em sair da roça porque não tinha um pedaço de terra para trabalhar e nem tinha perspectiva de conseguir”, afirmou Rodrigues, que junto com o irmão já planeja produzir café e investir em maracujá, pimenta do reino e coco.

Segundo a coordenadora do Projeto de Valorização Rural, Célia Kiefer, a parceria com os sindicatos de trabalhadores rurais de Linhares, Sooretama e de Rio Bananal é muito importante na realização de ações continuadas que estimulem a juventude a refletirem sobre as escolhas para a tomada de decisão de acordo com os seus próprios interesses. “O resultado da iniciativa dos jovens é altamente positivo, no sentido deles se organizarem em uma associação para ter acesso à terra. Eles estão realizando o sonho de poderem permanecer no campo”.

O projeto Valorização Rural, é uma das ações criadas pelo Governo do Estado para incentivar a jovem a permanecer no campo, evitando a evasão no meio rural.


Sobre o Crédito Fundiário


O ‘Crédito Fundiário’ é um programa do Governo Federal que possibilita o acesso do agricultor familiar às linhas de financiamento para aquisição de terras. A Unidade Técnica Estadual (UTE) é quem realiza a intermediação do repasse dos recursos do Governo Federal para a aquisição dos terrenos pelos produtores rurais. O financiamento pode tanto ser individual quanto coletivo.

Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma.

 

Joyce Azevedo

Redação Campo Vivo com informações da Seag

 

 

 

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