ESPECIAL – Mercado da madeira no Espírito Santo – Setor de celulose

por admin_ideale

 

 

Durante esta semana, o Portal Campo Vivo está publicando matérias especiais sobre o estudo do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) sobre o mercado de madeira no estado do Espírito Santo, com o resultado de cada segmento consumidor ligado ao setor florestal.

Nesta quinta-feira, você confere o resultado do estudo sobre consumo de madeira no setor de celulose.

 

O CONSUMO DE MADEIRA DO SETOR DE CELULOSE

 

 

No estado do Espírito Santo, a única empresa atualmente em operação no setor de produção de celulose pertence ao grupo Fibria, unidade instalada no município de Aracruz, que no momento opera com a capacidade de produção de 2.315 mil toneladas de celulose por ano.

Com o consumo específico de 4,11 m3 de madeira, para produção de uma tonelada de celulose, mais a geração de energia necessária no sistema, estima-se que seja consumido um volume total de 9.514.650 m3 de madeira por ano para atender a produção atual da fábrica. Deste volume total de madeira, aproximadamente 13% é destinada a produção de energia, composto basicamente por casca.

Considerando o incremento anual de 39,37 m3/ha, o que proporciona um volume de 236,22 m3 por ha num ciclo médio de corte de 6 anos, a área necessária de eucalipto para atender a capacidade atual da fabrica é de 241.672 ha e a área de corte anual de 40.278,76 ha.

Na unidade industrial da Fibria instalada no Espírito Santo, todo o resíduo de madeira produzido por descascamento é utilizado no processo de geração de 200 MW de energia, suficiente para abastecer a fábrica e ainda vender o excedente em alguns meses do ano.

Para esta produção a empresa mantém uma área de 208.439 ha em área própria e arrendada e mais 87.377 ha de áreas fomentadas, distribuídas nos estados do Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais, conforme tabela abaixo.

 

Tabela : Plantios de Eucalipto da Fibria por Estado e Categoria

Estado

Plantio Próprio (ha)

Fomento

(ha)

Total

(ha)

Espírito Santo

96.731

39.676

136.408

Bahia

98.442

35.506

133.947

Minas Gerais

13.266

12.195

25.461

Total

208.439

87.377

295.816

Fonte: Fibria

 

A diferença entre a área existente (295.816ha) e a área necessária para atender a Fibria – Unidade Aracruz (241.672 ha) demonstra um excedente aparente de 54.144 ha. Esse excedente, na verdade, é uma margem de segurança da empresa, relativa a fatores como incêndio, furto de madeira no campo, problemas fitossanitários e outras destinações da área própria e da matéria prima. Vale ressaltar que parte da madeira produzida no plantio próprio, cerca de 125 mil m3, é destinado a uma serraria instalada no Extremo Sul da Bahia, a Lyptus Produtos Sólidos de Madeira. Nos plantios fomentados cerca de 9% da área, ou seja, cerca de 100 árvores por ha, poderão ficar à disposição do produtor. Desta forma, segundo informações da Fibria – Unidade Aracruz, existe atualmente um equilíbrio entre a oferta de madeira e a demanda da indústria,

Apesar de existir apenas uma empresa com sua unidade industrial construída no Espírito Santo, existe outra no Extremo Sul da Bahia, a Suzano Papel e Celulose, que exerce influência direta no setor florestal capixaba, com plantios próprios, fomento florestal e compra de madeira de produtores independentes.

Os plantios próprios da Suzano no Estado estão concentrados nos municípios de Conceição da Barra, Pedro Canário, Pinheiros e São Mateus, totalizando uma área de 27.030 ha de plantio de eucalipto em área própria.

Além do plantio próprio, a empresa possui outros 3.155 ha na modalidade de fomento florestal localizados nos municípios de Conceição da Barra, Pedro Canário, Pinheiros e Montanha. Mais recentemente passou a adquirir madeira de produtores independentes localizados na região norte do Estado, modalidade que até março de 2011 já havia atingido uma área de 1.731ha apresenta expectativa de expansão, podendo chegar a  6.924 ha até o final do ano de 2011. Desta forma, para fins deste estudo, a área total comprometida com a Suzano no Espírito Santo foi considerada como sendo de 37.109 ha.

Por outro lado, na fábrica da Suzano, localizada no Extremo Sul da Bahia, existe atualmente excesso de resíduos, basicamente composta de casca de eucalipto gerado no processo de descascamento. Estima-se que cerca de 200 mil m3 de resíduos são gerados anualmente. Parte deste resíduo é utilizada na geração de energia, mas estima-se um excedente de 140 mil m3 que a empresa pretende comercializar. Parte deste volume poderá vir a ser comercializado no Espírito Santo.

 

Nesta sexta-feira (13), na quinta parte deste especial sobre o mercado madeira, você confere “O Consumo de madeira no setor siderúrgico”.

 

 

Redação Campo Vivo

 

 

 

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