ESPECIAL – Mercado da madeira no Espírito Santo – Serrarias e usinas de tratamento

por admin_ideale

 

 

Durante esta semana, o Portal Campo Vivo está publicando matérias especiais sobre o estudo do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) sobre o mercado de madeira no estado do Espírito Santo, com o resultado de cada segmento consumidor ligado ao setor florestal.

Nesta terça-feira, você confere o resultado do estudo sobre consumo de madeira nas serrarias e nas usinas de tratamento.

 

 

Serrarias

O número total de serrarias encontradas no Espírito Santo foi de 329 que desdobram  878.343 m³ de madeira bruta de eucalipto e uma produção de 487.228 m³ de produtos processados, em todas as suas formas. Isto significa que somente 55% da madeira bruta é aproveitada em diferentes usos e o restante são resíduos usados, principalmente, na produção de energia (queima).

Espacialmente as microrregiões Sudoeste Serrana, Central Serrana e Caparaó, concentram-se 52% das serrarias, com destaque para produção de palletes e toretes para a acomodação de cargas, embalagens (caixotaria) e esquadrias. Destaca-se a microrregião Central Serrana com maior número de serrarias do Estado produzindo em média 1.500 m³/ano/unidade, o que demonstra a concentração de pequenas serrarias nessa microrregião.

 

As microrregiões de Pólo Linhares, Colatina e Litoral Norte concentram 23% das serrarias. Esta região, no processamento terciário, tem sua maior expressão na indústria moveleira, de móveis seriados e sob encomenda, é a mais densa do Estado, cujo pólo moveleiro se destaca em nível estadual e nacional.  Além disso, estas microrregiões produzem peças para atendimento à construção civil, embalagens e acomodação de carga.

 

As microrregiões pólo Cachoeiro, Expandida Sul e da Grande Vitória, concentram 16% da serrarias. Estas microrregiões, especialmente a da Grande Vitória, detêm o 2º pólo moveleiro do Estado. Atendem, também a produção de peças para a construção civil, embalagem e acomodação de carga. As demais microrregiões, localizadas no Noroeste e no Extremo Norte, concentram 9% das serrarias para atendimento à construção civil, ao setor agropecuário e acomodação de cargas.

Do total de madeira de eucalipto processada, 90% são adquiridos de terceiros e apenas 10% corresponde à produção própria. Quanto à origem, 99% provêm do Espírito Santo, e 1% tem origem em outros estados, especialmente Minas Gerais e Bahia.

Apesar do elevado número de serrarias que tem como produto principal caixas de embalagens (130) representam apenas cerca de 9% da produção total, enquanto os produtos usados na acomodação de cargas (paletes, toretes, calços e cavaletes)  representam 55 % da produção total. As serrarias de esquadrias e de outros produtos que se destinam principalmente a construção civil rural e urbana produzem 24% do total, enquanto aquelas cujo produto principal se destina ao setor moveleiro produzem 12% do total.

Usinas de Tratamento de Madeira

Encontrou-se um total de 30 usinas de tratamento de madeira no Estado com um consumo de 111.150 m³ de madeira bruta de eucalipto. Os principais produtos são mourões, ripões, caibros, esteios e estacas usados em construções, especialmente aquelas situadas no meio rural e empresas do setor de decoração, paisagismo e jardinagem e em menor proporção postes, dormentes e peças, que são utilizados para atendimento ao setor de eletrificação rural e substituição de dormentes nas ferrovias.

No processo de preparo da madeira, segundo os produtos de interesse do mercado, são aproveitados aproximadamente 87,11 % do volume, ou seja, 96.861 m³ do total de 111.150 m³ de madeira adquirida/produzida pelas Usinas, sendo gerados 12,85% de resíduos.

Da madeira de eucalipto que chega às Usinas para tratamento, 88% são adquiridos de terceiros e apenas 12% corresponde à produção própria. Quanto à origem 87% provêm do Espírito Santo, e 13% tem origem em outros estados. Ao contrário da madeira de eucalipto processada em serrarias, onde apenas 1% provém de outros estados, no caso das usinas de tratamento este percentual de 13% representa que as características e exigências do mercado se diferenciam para o caso da madeira  tratada.

As microrregiões Pólo Linhares, Colatina e Litoral Norte concentram 43% das usinas de tratamento e 63,8% do volume de madeira tratada. Na seqüência, as microrregiões Pólo Cachoeiro, Expandida Sul e Grande Vitória, concentram 27% das usinas de tratamento e 12,01% do volume de madeira tratada. As microrregiões Sudoeste Serrana e Central Serrana concentram 20% das usinas de tratamento e 22,30% do volume de madeira tratada. As outras microrregião detêm 10% das usinas e apenas 2,84% do volume de madeira tratada.

As serrarias e usinas de tratamento de madeira causaram surpresa pela significativa expressão de consumo de madeira, ou seja, cerca de 1 milhão m³/ano, equivalente a uma área necessária de 36.550ha (15% da área estadual de eucalipto) que já alcança 53,21% em relação à área total de florestas plantadas necessárias ao atendimento de outros fins, que não seja para processamento de celulose e produção de carvão para siderurgia.

Destaca-se também que dos principais produtos oriundos do processamento do eucalipto em serrarias, houve uma redução na produção de caixas, em função da substituição de madeira por caixas plásticas, papelão, entre outros, e o aumento significativo na produção e no número de serrarias que produzem esquadrias( portas, janelas, alisares, rodapé o outros) de eucalipto, substituindo as nativas e nas serrarias que produzem paletes, toretes, calços, cavaletes e outros produtos para acomodação de cargas que cresceram em função da mecanização do processo de armazenamento e logística de cargas. Cresceram significativamente também a produção de estacas imunizadas usadas, principalmente, na construção e atividades rurais e produtos de serrarias de eucalipto para construção civil e para o setor moveleiro.

 

Nesta quarta-feira (11), na terceira parte deste especial sobre o mercado madeira, você confere “O Consumo de madeira no setor moveleiro”.

 

 

Redação Campo Vivo

 

 

 

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